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domingo, 15 de fevereiro de 2026
BAIXA HISTÓRICA

Queda nos preços do café mexe com cotações no Brasil

Mercado registra quedas expressivas no valor da saca de arábica e robusta em setembro, segundo levantamento do Cepea

Thais Munizpor Thais Muniz em 24 de setembro de 2025
Café
Foto: Wenderson Araújo/CNA

O mercado brasileiro de café tem enfrentado uma queda significativa nos preços durante a segunda quinzena de setembro. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), apontam retração tanto para o café arábica quanto para o robusta, variedades mais comercializadas no país.

Entre os dias 15 e 22 de setembro, o preço do arábica, tipo mais consumido no Brasil, apresentou recuo de 10,2%. No mesmo período, o robusta teve redução ainda mais acentuada, de 11,1%.  As cotações registradas nesta terça-feira (23) confirmam a tendência de queda.

Cotações do arábica e do robusta

De acordo com o Cepea, a saca de 60 quilos do café arábica foi comercializada a R$ 2.055,69, acumulando desvalorização de 11,51% desde o início de setembro.

Já o robusta, também conhecido como conilon, atingiu valor médio de R$ 1.278,86 por saca, com perda acumulada de 16,65% no mesmo mês. Essas variações impactam diretamente produtores e cooperativas, que acompanham de perto os números divulgados pelo setor. O café é um dos principais produtos agrícolas brasileiros, com forte participação nas exportações e relevância para a economia das regiões produtoras, especialmente Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

Fatores que pressionam o mercado

Segundo os pesquisadores do Cepea, a queda recente está associada a diferentes fatores. Entre eles, o retorno de chuvas mais volumosas nas principais áreas de cultivo, o que melhora as expectativas de safra.

Além disso, operações financeiras têm influência no movimento: investidores têm realizado lucros e liquidado posições de compra na Bolsa de Valores de Nova York, o que também pressiona os preços para baixo. Outro ponto destacado é a possível retirada das tarifas sobre o café brasileiro nos Estados Unidos.

Atualmente, o produto enfrenta sobretaxa de 50% imposta pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump, medida que entrou em vigor em agosto como parte da nova rodada de tarifas comerciais anunciadas pela Casa Branca.

Apesar das recentes desvalorizações, o Cepea observa que os preços seguem em patamares considerados elevados, sustentados pela oferta restrita, estoques reduzidos e pela própria cobrança tarifária vigente no mercado norte-americano.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, responsável por cerca de um terço da produção global, segundo dados da Organização Internacional do Café (OIC). A variação nas cotações internas e externas afeta não apenas os produtores, mas toda a cadeia produtiva, incluindo exportadores, torrefadores e consumidores finais.

 

 

 

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