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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
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Mudanças automáticas

Aposentadoria em 2026 sobe a régua e aperta regras de transição

Mudanças automáticas da reforma elevam pontuação, idade mínima e exigências para professores e segurados do INSS

Luana Avelarpor Luana Avelar em 2 de janeiro de 2026
aposentadoria
Foto: Divulgação

A aposentadoria em 2026 entra em uma nova etapa do calendário de transição criado pela reforma da Previdência de 2019. As regras, desenhadas para se tornarem progressivamente mais rígidas ao longo dos anos, avançaram mais um degrau em janeiro, alterando critérios de idade, tempo de contribuição e pontuação exigida para trabalhadores do setor privado, servidores públicos e professores.

Os ajustes não dependem de nova votação no Congresso. São gatilhos automáticos previstos na emenda constitucional aprovada há seis anos, o que torna a aposentadoria um alvo móvel para quem está próximo de requerer o benefício.

Aposentadoria por pontos exige soma maior em 2026

Na regra que combina idade e tempo de contribuição, a chamada transição da antiga fórmula 86/96, a aposentadoria passou a exigir, neste ano, 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens. A pontuação resulta da soma da idade com os anos de contribuição.

No serviço público, a lógica é semelhante, mas com exigências adicionais: homens precisam ter ao menos 62 anos de idade e 35 de contribuição; mulheres, 57 anos e 30 de contribuição. Em ambos os casos, seguem obrigatórios 20 anos de serviço público e cinco anos no cargo.

Idade mínima também avança

Outra regra de transição impactada é a que permite aposentadoria com idade mínima reduzida para quem acumulou longo tempo de contribuição. Em 2026, a idade exigida passou para 59 anos e meio para mulheres e 64 anos e meio para homens. A reforma determina aumento de seis meses por ano até alcançar 62 e 65 anos, respectivamente, em 2031.

O tempo mínimo de contribuição permanece inalterado: 30 anos para mulheres e 35 para homens, critério que segue funcionando como um filtro relevante para acesso ao benefício.

Professores entram no mesmo compasso

Entre professores, a aposentadoria também ficou mais distante. A idade mínima subiu para 54 anos e meio para mulheres e 59 anos e meio para homens, respeitando a progressão semestral prevista na reforma. O tempo mínimo de contribuição na função de magistério segue em 25 anos para mulheres e 30 para homens.

A regra vale para docentes da iniciativa privada, da rede federal e de pequenos municípios. Já professores estaduais e de grandes cidades continuam submetidos aos regimes próprios de previdência.

Simulações ajudam a evitar erro de cálculo

Com regras cada vez mais complexas, o INSS recomenda o uso do simulador disponível no site e no aplicativo Meu INSS. A ferramenta permite visualizar quando a aposentadoria será possível em cada regra vigente e identificar eventuais inconsistências no histórico contributivo.

O documento gerado pode ser salvo em PDF, funcionando como um mapa individual do caminho até o benefício.

Ao avançar mais um estágio do cronograma, 2026 reforça o caráter gradual — e restritivo — da reforma. Para quem está próximo da aposentadoria, entender essas mudanças deixou de ser detalhe técnico e passou a ser condição básica para não errar o timing do pedido.

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