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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Prisão de Bolsonaro

Flávio ataca Moraes após STF manter Bolsonaro preso

Flávio critica decisão do ministro, chama medida de “sarcasmo” e STF mantém Jair Bolsonaro preso na PF mesmo após alta médica

Paula Costapor Paula Costa em 2 de janeiro de 2026
Bolsonaro
Flávio e aliados criticam Moraes após ex-presidente retornar à custódia da Polícia Federal. Crédito: Reprodução/Rede Social.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou publicamente, nesta quinta-feira (1º), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que voltou a negar o pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação ocorreu após a Corte manter o ex-chefe do Executivo sob custódia na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, mesmo após alta médica. Pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal, Flávio classificou a decisão como “cheia de sarcasmo” e acusou o magistrado de desconsiderar laudos médicos.

Em publicação na rede social X, o senador afirmou que Moraes ignora pareceres clínicos que indicariam a necessidade de cuidados permanentes, os quais, segundo ele, não poderiam ser plenamente assegurados no ambiente prisional. Flávio também declarou que o ministro age como se tivesse “procuração para praticar tortura”, ao sustentar que houve melhora no estado de saúde do ex-presidente.

Prisão de Bolsonaro

A decisão do STF destaca que não foram apresentados fatos novos capazes de alterar entendimentos anteriores que já haviam rejeitado o benefício. Moraes ressaltou que os laudos médicos apontam evolução positiva do quadro clínico após cirurgias eletivas e que todas as prescrições podem ser cumpridas nas dependências da Polícia Federal, onde há atendimento médico contínuo, acesso a profissionais particulares, fornecimento de medicamentos e autorização para fisioterapia.

O ministro também mencionou o histórico de descumprimento de medidas cautelares por parte de Jair Bolsonaro, incluindo tentativas de fuga e a destruição da tornozeleira eletrônica, como fator determinante para afastar a possibilidade de prisão domiciliar. Segundo o despacho, não estão presentes os requisitos legais nem humanitários para a concessão do benefício.

Flávio Bolsonaro reagiu novamente ao teor da decisão ao afirmar que Moraes deveria ler integralmente o laudo médico. Para reforçar a crítica, publicou uma imagem do pai hospitalizado, registrada em abril de 2025, e reiterou que a saúde do ex-presidente permanece fragilizada desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.

O vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PL-SC) também se manifestou contra a decisão. Em postagem nas redes sociais, afirmou que o ministro ultrapassou limites compatíveis com um Estado Democrático de Direito e expôs Jair Bolsonaro a riscos físicos e humanos. Carlos anunciou intenção de disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026.

Prisão de Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, oficializou em dezembro de 2025 sua pré-candidatura à Presidência, após sinalização pública de apoio do pai. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também se somou às críticas ao ministro, elevando o tom das manifestações da família contra o STF.

Retorno à custódia da PF

Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na tarde desta quinta-feira e deixou o Hospital DF Star, em Brasília, por volta das 18h40. Em seguida, foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal para retomar o cumprimento da pena de 27 anos de prisão, imposta pelo STF por liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O ex-presidente estava internado desde 24 de dezembro, com autorização judicial, e foi submetido à oitava cirurgia desde 2018, desta vez para correção de uma hérnia inguinal bilateral. Nos dias seguintes, passou por outros procedimentos destinados a conter crises persistentes de soluços, além de exames que identificaram esofagite e gastrite. Os médicos também informaram o uso de medicação antidepressiva.

Com a nova negativa, o STF consolida o entendimento de que não há base jurídica para flexibilizar o regime de cumprimento da pena. Pedidos semelhantes já haviam sido rejeitados em novembro e dezembro, reforçando a posição da Corte de manter Jair Bolsonaro sob custódia, sem concessões especiais, apesar das reiteradas solicitações da defesa.

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