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domingo, 4 de janeiro de 2026
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Ataque dos EUA à Venezuela é apontado como ilegal por parlamentares americanos

Democratas acusam Donald Trump de violar a Constituição ao autorizar ataque militar e a captura de Nicolás Maduro sem aval do Congresso dos Estados Unidos

Anna Salgadopor Anna Salgado em 3 de janeiro de 2026
ataque
Foto: Alan Santos /PR

No sábado(3), o cenário político internacional foi abalado por um ataque militar de grande escala dos Estados Unidos na Venezuela. A operação, que incluiu bombardeios na capital Caracas e em outros três estados venezuelanos, resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa. Apesar da confirmação da captura pelo presidente Donald Trump em sua rede social, Truth Social, a ação disparou uma crise interna em Washington sobre a legalidade constitucional da invasão.

Crise de legalidade no congresso americano

Diversos deputados e senadores democratas vieram a público afirmar que o ataque é ilegal, uma vez que Trump não obteve o aval do Congresso para declarar guerra ou realizar operações militares desta magnitude.

  • Melanie Stansbury (Deputada): Declarou que o presidente “passou por cima da Constituição” e conclamou seus pares a conterem o governo imediatamente.
  • Jim McGovern (Deputado): Questionou a prioridade de gastos, apontando que, enquanto o governo alega falta de verbas para a saúde, encontra “recursos ilimitados” para uma guerra injustificada.
  • Andy Kim (Senador): Acusou os secretários Marco Rubio (Estado) e Peter Hegseth (Defesa) de terem mentido descaradamente ao Senado semanas antes, quando afirmaram que as movimentações na região não visavam uma “mudança de regime”. Segundo Kim, Trump evitou o processo de aprovação legislativa por saber que o povo americano rejeita o risco de mais um conflito armado.
venezuela
Foto: Reprodução TV

Impactos e reações internacionais

A ação militar atingiu alvos estratégicos, como o complexo militar de Fuerte Tiuna, onde explosões foram registradas. De acordo com informações do The New York Times, Maduro já estaria sendo retirado do país por via aérea.

Na Venezuela, o Ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou a invasão como a “maior afronta” que o país já sofreu e prometeu resistência armada contra as forças americanas.

No Brasil, conforme observado em discussões anteriores, a notícia aprofundou a polarização política. Enquanto parlamentares da direita celebram o que chamam de “libertação do povo venezuelano”, setores da esquerda e membros do governo federal, como o ministro Alexandre Padilha, condenam o bombardeio e alertam para o desrespeito à soberania nacional e os riscos humanitários envolvidos na região.

A comunidade internacional agora aguarda a coletiva de imprensa de Trump, marcada para às 13h (horário de Brasília), para obter mais detalhes sobre o destino de Maduro e a continuidade das operações.

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