Após ataque dos EUA à Venezuela, Brasil convoca reunião de emergência após ataque à Venezuela
Governo brasileiro adota postura de cautela diante da ofensiva militar dos EUA na Venezuela e da anunciada captura do presidente Nicolás Maduro
O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência para discutir a ofensiva militar de grande escala realizada pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a anunciada captura do presidente Nicolás Maduro. O encontro, organizado pela embaixadora Maria Laura da Rocha, número dois do Itamaraty, reúne representantes da área diplomática e do Ministério da Defesa para avaliar os desdobramentos da crise.

Posicionamento de cautela e busca por informações
O governo brasileiro, por meio do Planalto e do Itamaraty, mantém uma postura de cautela, evitando manifestações precipitadas antes de reunir dados detalhados sobre a operação. A principal preocupação das autoridades brasileiras reside nas lacunas sobre as circunstâncias do ataque e na base legal da captura anunciada por Donald Trump. Existe a expectativa de que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, converse com chanceleres da região, incluindo a colombiana Rosa Villavicencio, para alinhar informações.
Detalhes da operação e impactos na Venezuea
De acordo com publicações feitas por Donald Trump na rede social Truth Social, a ofensiva ocorreu durante a madrugada, resultando na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que teriam sido retirados da Venezuela por via aérea. Relatos de moradores e vídeos circulando em redes sociais indicam:
- Explosões e fumaça: Registros de ataques em Caracas e em outros estados venezuelanos.
- Atividade aérea: Helicópteros militares sobrevoando a capital.
- Serviços essenciais: Interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas áreas.
- Alvos militares: Explosões relatadas próximas a instalações das forças armadas venezuelanas.
Embora os EUA tenham intensificado a presença militar no Caribe nas últimas semanas sob a justificativa de combate ao narcotráfico, Washington ainda não informou oficialmente o paradeiro de Maduro ou os fundamentos jurídicos da ação.
Reações internacionais divergentes
A operação fragmentou a opinião das lideranças sul-americanas. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou “profunda preocupação” com os ataques aéreos e o aumento da tensão regional. Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, condenou veementemente o que chamou de “terrorismo de Estado” contra o povo venezuelano. Por outro lado, o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a notícia da captura com a frase “A liberdade avança”.
O governo brasileiro ainda não definiu o horário ou o teor de uma nota oficial, condicionando qualquer pronunciamento à consolidação das informações apuradas pelos canais diplomáticos ao longo do dia.
