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sábado, 3 de janeiro de 2026
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Ataque dos EUA à Venezuela divide a política brasileira

Ofensiva à Venezuela militar que resultou na retirada forçada de Nicolás Maduro provoca reação imediata no Brasil

Anna Salgadopor Anna Salgado em 3 de janeiro de 2026
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Foto: Zeca Ribeiro /Câmara dos Deputados/Flickr/Ministério da Saúde

Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma ofensiva militar contra a Venezuela que incluiu bombardeios em Caracas e a retirada forçada do presidente Nicolás Maduro do país. O episódio gerou uma reação imediata e intensamente polarizada no cenário político brasileiro, dividindo opiniões entre o apoio à queda do regime chavista e o alerta para violações de soberania e riscos humanitários.

Direita celebra “fim de um ciclo”

Representantes da direita brasileira utilizaram as redes sociais para comemorar a ação militar. O senador Ciro Nogueira (PP) declarou que a América do Sul está “acordando de um pesadelo” e que o tempo de tratar Maduro com respeito de chefe de Estado chegou ao fim. No mesmo tom, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que a captura de Maduro representa um golpe simbólico contra o Foro de São Paulo, prevendo “dias terríveis” para a esquerda latino-americana.

Outras figuras de destaque também se manifestaram:

  • Nikolas Ferreira (PL): Comentou de forma irônica que 2026 começou “com os dois pés na porta” da casa de Maduro.
  • Ronaldo Caiado (União Brasil): O governador celebrou a data como o dia da “libertação do povo venezuelano” após duas décadas de regime.
  • Marcos do Val (Podemos): Afirmou que a operação foi realizada com sucesso pelos Estados Unidos, resultando na captura do líder venezuelano.

Esquerda e Governo alertam para soberania e impactos civis

Em contrapartida, parlamentares da esquerda e integrantes do governo federal condenaram veementemente a intervenção. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, adotou um tom institucional, ressaltando que “nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, alertando que a guerra destrói sistemas de saúde e atinge diretamente a população civil.

As críticas também focaram em interesses econômicos e geopolíticos:

  • Glauber Braga (PSOL) e Erika Hilton (PSOL): Classificaram o ataque como “terrorismo de Estado” e uma tentativa de controle das reservas de petróleo por parte do governo Trump.
  • Túlio Gadêlha (Rede): Afirmou que a invasão fere a soberania nacional e que interesses econômicos estão por trás da ofensiva.
  • Rogério Correia (PT): Descreveu a situação como um movimento “imperialista” com potencial de desestabilizar toda a região.

Até o momento, parlamentares como Glauber Braga defendem a condenação da comunidade internacional. Enquanto isso, a vice-presidência da Venezuela afirma que o paradeiro de Maduro permanece desconhecido e exige provas de vida.

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Foto: Reprodução TV

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