Ataque dos EUA à Venezuela divide a política brasileira
Ofensiva à Venezuela militar que resultou na retirada forçada de Nicolás Maduro provoca reação imediata no Brasil
Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma ofensiva militar contra a Venezuela que incluiu bombardeios em Caracas e a retirada forçada do presidente Nicolás Maduro do país. O episódio gerou uma reação imediata e intensamente polarizada no cenário político brasileiro, dividindo opiniões entre o apoio à queda do regime chavista e o alerta para violações de soberania e riscos humanitários.
Direita celebra “fim de um ciclo”
Representantes da direita brasileira utilizaram as redes sociais para comemorar a ação militar. O senador Ciro Nogueira (PP) declarou que a América do Sul está “acordando de um pesadelo” e que o tempo de tratar Maduro com respeito de chefe de Estado chegou ao fim. No mesmo tom, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que a captura de Maduro representa um golpe simbólico contra o Foro de São Paulo, prevendo “dias terríveis” para a esquerda latino-americana.
Outras figuras de destaque também se manifestaram:
- Nikolas Ferreira (PL): Comentou de forma irônica que 2026 começou “com os dois pés na porta” da casa de Maduro.
- Ronaldo Caiado (União Brasil): O governador celebrou a data como o dia da “libertação do povo venezuelano” após duas décadas de regime.
- Marcos do Val (Podemos): Afirmou que a operação foi realizada com sucesso pelos Estados Unidos, resultando na captura do líder venezuelano.
Esquerda e Governo alertam para soberania e impactos civis
Em contrapartida, parlamentares da esquerda e integrantes do governo federal condenaram veementemente a intervenção. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, adotou um tom institucional, ressaltando que “nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, alertando que a guerra destrói sistemas de saúde e atinge diretamente a população civil.
As críticas também focaram em interesses econômicos e geopolíticos:
- Glauber Braga (PSOL) e Erika Hilton (PSOL): Classificaram o ataque como “terrorismo de Estado” e uma tentativa de controle das reservas de petróleo por parte do governo Trump.
- Túlio Gadêlha (Rede): Afirmou que a invasão fere a soberania nacional e que interesses econômicos estão por trás da ofensiva.
- Rogério Correia (PT): Descreveu a situação como um movimento “imperialista” com potencial de desestabilizar toda a região.
Até o momento, parlamentares como Glauber Braga defendem a condenação da comunidade internacional. Enquanto isso, a vice-presidência da Venezuela afirma que o paradeiro de Maduro permanece desconhecido e exige provas de vida.

LEIA MAIS:
Situação da Venezuela divide a política brasileira após captura de Maduro
Ataque dos EUA à Venezuela: Trump afirma captura de Maduro
Após ataque dos EUA à Venezuela, Brasil convoca reunião de emergência após ataque à Venezuela
Lula repudia ataque dos EUA à Venezuela e fala em “afronta gravíssima” à soberania
Caiado apoia ataque dos EUA e celebra captura de Maduro
O que se sabe sobre os 12 anos de Maduro à frente do regime na Venezuela
Fronteira do Brasil com a Venezuela é fechada após ataque dos EUA
