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sábado, 3 de janeiro de 2026
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CRISE INTERNACIONAL

Lula repudia ataque dos EUA à Venezuela e fala em “afronta gravíssima” à soberania

Presidente brasileiro afirma que bombardeios e captura do líder venezuelano ultrapassam “linha inaceitável” e representam risco à ordem internacional

Micael Silvapor Micael Silva em 3 de janeiro de 2026
Venezuela
Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução/X/@_ReporteMorelos

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou neste sábado (3) o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Em publicação nas redes sociais, Lula classificou a ação como uma “afronta gravíssima” e afirmou que os Estados Unidos ultrapassaram uma “linha inaceitável”.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu o presidente brasileiro.

Ataque

Na madrugada deste sábado (3), forças militares norte-americanas realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela, atingindo a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em sua rede social, a Truth Social, que o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, teriam sido capturados e retirados do país por via aérea.

Detalhes da operação militar

As ofensivas começaram por volta das 2h (6h no horário de Brasília), com múltiplas explosões que iluminaram o céu de Caracas e provocaram quedas de energia, principalmente na região sul da cidade. Relatos apontam o uso de mísseis e foguetes, além do possível envolvimento de helicópteros CH-47G Chinook, empregados em operações especiais. O Fuerte Tiuna, maior complexo militar do país e sede do Ministério da Defesa, foi visto em chamas após ser um dos principais alvos.

Reação do regime e estado de emergência

Após os ataques, o governo venezuelano decretou estado de emergência nacional e mobilizou suas forças de defesa. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que o paradeiro de Maduro é desconhecido e exigiu uma “prova imediata de vida” do casal. Já o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, denunciou que os bombardeios atingiram áreas urbanas e populações civis, anunciando um “desdobramento massivo” de sistemas de armas para resistir à ofensiva.

Contexto internacional e crise diplomática

A tensão entre Washington e Caracas vinha se intensificando desde agosto de 2025, quando os Estados Unidos enviaram navios ao Caribe sob a justificativa de combate ao narcotráfico. Agora, o chanceler venezuelano Yván Gil solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, acusando os EUA de violarem a soberania e o Direito Internacional.

As reações internacionais foram imediatas e divergentes. Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro determinou a mobilização de tropas na fronteira e classificou a ação como agressão à soberania latino-americana. Rússia, Irã e Cuba condenaram o ataque, enquanto o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a captura. A União Europeia pediu contenção e respeito à Carta das Nações Unidas, embora questione a legitimidade de Maduro.

Trump anunciou uma entrevista coletiva para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, onde deve detalhar a custódia do líder venezuelano. Em Caracas, o clima segue de incerteza, com relatos de pânico entre moradores e sobrevoo constante de aeronaves militares.

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