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domingo, 4 de janeiro de 2026
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Igreja Católica se preocupa

Papa Leão XIV defende soberania da Venezuela

Leão XIV diz que acompanha com preocupação a situação na Venezuela

João Césarpor João César em 4 de janeiro de 2026
Venezuela
Foto: AP Foto/Gregorio Borgia

O Papa Leão XIV se pronunciou neste domingo (4) sobre a crise política e militar na Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos durante um bombardeio realizado no sábado (3). Em declaração pública, o líder da Igreja Católica pediu que o “bem-estar do querido povo venezuelano” seja colocado acima de quaisquer interesses e defendeu o respeito à soberania do país sul-americano diante da escalada de tensões.

A manifestação ocorreu após a oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Preocupado com os desdobramentos do conflito, o pontífice afirmou acompanhar de perto a situação e ressaltou a necessidade de interromper a violência. “Com o coração cheio de preocupação, acompanho os desdobramentos da situação na Venezuela. O bem-estar do querido povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e levar à superação da violência e ao empreendimento de caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do país”, declarou.

Controle da Venezuela

A fala do Papa ocorre em meio a um cenário de forte instabilidade política. Após a operação militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país irá administrar temporariamente a Venezuela “até que a situação seja resolvida” e que o território possa funcionar de forma “segura, adequada e justa”. Segundo o chefe da Casa Branca, a medida teria como objetivo conduzir uma transição considerada legítima pelo governo norte-americano. Maduro, por sua vez, deverá responder à Justiça dos Estados Unidos sob acusações de liderar uma suposta campanha de narcoterrorismo contra o território americano.

No campo político interno, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, defendeu publicamente que Edmundo González Urrutia assuma o comando do governo, intensificando o debate sobre a sucessão presidencial no país. A crise também provocou reações da comunidade internacional, que acompanha com atenção os possíveis impactos diplomáticos e humanitários do conflito.

Além das questões políticas e institucionais, Trump destacou o interesse estratégico dos Estados Unidos na indústria petrolífera do país sul-americano. De acordo com o presidente norte-americano, o plano prevê a entrada de grandes empresas americanas no setor, com investimentos bilionários voltados à recuperação da infraestrutura energética e à geração de receitas para a economia do país. A iniciativa, no entanto, tem gerado críticas e levantado preocupações sobre a soberania venezuelana, ponto enfatizado pelo Papa em seu apelo por justiça, paz e respeito ao povo da Venezuela.

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