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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
SANÇÕES

EUA apreendem petroleiro venezuelano sob bandeira russa

Petroleiro que era alvo de sanções e que estava sendo perseguido desde dezembro foi interceptado no Atlântico Norte

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 7 de janeiro de 2026
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Foto: Reprodução/ @Southcom

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (7) a apreensão do petroleiro Marinera, embarcação ligada à Venezuela e que navegava sob bandeira russa. O navio, que anteriormente se chamava Bella 1, foi interceptado no Atlântico Norte com base em um mandado emitido por um tribunal federal norte-americano, após ser rastreado pela Guarda Costeira dos EUA.

Segundo o Comando Europeu do Exército norte-americano, a operação foi conduzida em coordenação entre o Departamento de Justiça, o Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Guerra. Em comunicado oficial, o órgão afirmou que a apreensão ocorreu por violação de sanções impostas pelos Estados Unidos. A embarcação foi localizada após monitoramento contínuo, que incluiu o acompanhamento pelo navio USCGC Munro.

Ainda nesta quarta-feira, Washington informou a apreensão de outro petroleiro ligado à Venezuela. O navio, chamado Sophia, foi interceptado no Mar do Caribe e representa a quarta embarcação apreendida nas últimas semanas. As ações fazem parte da campanha de pressão do governo norte-americano contra o regime chavista e integram o bloqueio imposto aos petroleiros do país.

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Apreensão do petroleiro Sophia (Foto: Reprodução/ @Southcom)

Após a operação, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que o bloqueio aos petroleiros venezuelanos “continua em vigor em todo o mundo”. O presidente norte-americano, Donald Trump, havia anunciado em dezembro um “bloqueio total” às embarcações do país e, ao longo de 2025, duas delas já haviam sido apreendidas.

Moscou condena os EUA pela apreensão do Marinera

A Rússia reagiu à apreensão do Marinera com um comunicado oficial, no qual acusou os Estados Unidos de violar o direito marítimo internacional. O Ministério dos Transportes russo confirmou que a embarcação, anteriormente chamada Bella 1, foi perdida após uma abordagem das forças navais norte-americanas. Segundo o governo russo, o navio estava devidamente registrado sob bandeira da Rússia no momento da interceptação.

No comunicado, Moscou citou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982 para afirmar que a liberdade de navegação se aplica ao alto-mar e que nenhum Estado tem o direito de empregar força contra embarcações registradas em outras jurisdições. A nota foi divulgada após a confirmação da apreensão e elevou o tom das críticas à atuação dos EUA.

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Foto: Reprodução/ @Southcom

De acordo com a mídia norte-americana, o petroleiro havia recebido escolta de um submarino russo nos dias que antecederam a apreensão. Além do submarino, foram designadas outras embarcações para acompanhar o navio, que os EUA tentavam interceptar desde o fim de dezembro de 2025. Na ocasião, o petroleiro estava próximo à Venezuela, mas conseguiu escapar e seguir para o Oceano Atlântico.

À época, o navio ainda navegava sob bandeira panamenha e utilizava o nome Bella 1. Durante a fuga, as autoridades norte-americanas mantiveram o monitoramento enquanto a embarcação seguia em direção ao nordeste. Aeronaves de vigilância P-8 foram enviadas da base aérea da RAF Mildenhall, em Suffolk, na Inglaterra, para acompanhar o deslocamento do petroleiro por vários dias, enquanto ele passava pela costa do Reino Unido.

Em determinado momento da perseguição, a tripulação pintou uma bandeira russa no casco do navio e alegou estar sob proteção de Moscou. Pouco depois, a embarcação passou a constar no registro oficial de navios da Rússia com o novo nome Marinera. No final de 2025, o governo russo apresentou um pedido diplomático formal exigindo que os EUA interrompessem a perseguição ao petroleiro.

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