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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
UCRÂNIA

Rússia ameaça tratar tropas ocidentais como “alvo legítimo”

Moscou afirma que tropas ocidentais na Ucrânia serão consideradas alvos legítimos

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 8 de janeiro de 2026
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Foto: Divulgação/ Casa Branca

A Rússia reagiu nesta quinta-feira (8) ao plano europeu de garantias de segurança para a Ucrânia e afirmou que passará a considerar como “alvo legítimo” qualquer presença militar ocidental em território ucraniano. A posição de Moscou amplia a tensão em torno da iniciativa anunciada por países europeus e reduz as expectativas de avanço rumo a um desfecho para o conflito.

Em comunicado, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou a proposta como uma escalada militar. “As novas declarações militaristas da chamada Coalizão dos Voluntários e do regime de Kiev constituem juntos um genuíno ‘eixo da guerra’”, declarou. Segundo ela, “todas estas unidades e instalações serão consideradas alvos legítimos para as forças armadas russas”, advertência que, afirmou, já foi feita anteriormente “no mais alto nível”.

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Foto: Reprodução

A Coalizão dos Voluntários se reuniu na terça-feira (6), em Paris, e se comprometeu a oferecer garantias de segurança consideradas “robustas” para Kiev, incluindo a mobilização de uma “força multinacional” em caso de trégua, com apoio dos Estados Unidos. Apesar da falta de detalhes sobre a composição da força, França, Reino Unido e Espanha manifestaram disposição em enviar tropas. Os Estados Unidos não assinaram a declaração, mas o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou que o documento está “praticamente pronto” para ser apresentado ao presidente americano, Donald Trump.

Rússia segue bombardeando a Ucrânia

Enquanto o debate diplomático avança, a Rússia segue com a ofensiva. Bombardeios noturnos com drones atingiram infraestruturas de energia, na quarta–feira (7), deixando mais de um milhão de famílias sem água e calefação, especialmente na região de Dnipropetrovsk, no centro da Ucrânia. O governador regional, Vladyslav Gaivanenko, informou que a infraestrutura energética crítica foi danificada e disse que “a situação é difícil”, mas que o fornecimento será restabelecido quando houver condições de segurança.

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