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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
paralisação

Médicos anunciam paralisação em Goiânia e expõem crise na saúde municipal

Mesmo com a paralisação por tempo indeterminado, médicos vão realizar atendimentos de urgência e emergência

Anna Salgadopor Anna Salgado em 12 de janeiro de 2026
medicos
Foto: Divulgação/SMS

A saúde pública na capital goiana enfrenta um novo e crítico desafio. O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) formalizou que os médicos credenciados vinculados à Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) irão paralisar suas atividades a partir da próxima terça (13). 

A decisão, que projeta uma interrupção dos serviços por tempo indeterminado, foi consolidada após uma Assembleia Geral Extraordinária Permanente realizada na última terça (6). 

O movimento é motivado pela persistência de problemas estruturais graves que comprometem tanto a dignidade do trabalho médico quanto a segurança da assistência oferecida aos cidadãos.

O cerne da paralisação reside em uma lista de demandas que expõe a precarização do sistema municipal de saúde. Segundo o sindicato, a categoria exige a garantia de condições dignas de trabalho e a disponibilidade imediata de recursos humanos e materiais adequados nas unidades de saúde. 

Além disso, a regularidade no pagamento dos profissionais é um ponto central, visando extinguir o histórico de atrasos que têm afetado a estabilidade financeira dos médicos credenciados.

Entretanto, o ponto de maior tensão envolve o conflito entre editais de chamamento. Os médicos lutam pela manutenção do Edital de Chamamento nº 06/2024 e a imediata revogação do Edital de Chamamento nº 03/2025. De acordo com os profissionais, o novo edital impõe condições consideradas inaceitáveis: uma redução de até 35% nos honorários médicos e a previsão de jornadas de trabalho exaustivas de até 24 horas contínuas sem o descanso adequado.

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O Simego esclarece que a paralisação é um grito de alerta contra a ausência de respostas efetivas da administração municipal. Apesar da greve, a legislação vigente será rigorosamente respeitada para proteger a vida dos pacientes em estado crítico. Dessa forma, os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos durante todo o período de paralisação.

Contudo, os atendimentos ambulatoriais, consultas de rotina e procedimentos eletivos serão suspensos e só deverão ser retomados quando as reivindicações da categoria forem integralmente atendidas pela prefeitura.

Posição da SMS sobre a greve dos médicos

Em nota, a SMS informou que o novo credenciamento atualiza os valores dos plantões médicos conforme a realidade de mercado, com base em estudo orçamentário da região metropolitana.

A pasta esclareceu que os pagamentos seguem previstos para o 20º dia útil do mês seguinte, sem atrasos, e que a carga horária é definida pelo próprio médico, com limite de 24 horas por plantão, conforme a legislação e orientações do Conselho Federal de Medicina.

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