Trump ameaça invocar Lei de Insurreição após protestos em Minnesota
Líder americano afirma que pode usar legislação caso autoridades estaduais não contenham os protestos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (15) que poderá invocar a Lei de Insurreição se os protestos no estado de Minnesota não forem contidos. A declaração ocorre após a intensificação das manifestações motivadas pela morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE).
De acordo com as autoridades, a mulher passava de carro pelo local no momento do protesto quando foi atingida pelos disparos. O episódio ampliou a mobilização de manifestantes e elevou a tensão entre moradores, forças de segurança locais e agentes federais que atuam no estado.
Na quarta-feira (14), outro episódio agravou o cenário no norte de Minneapolis. Durante uma operação de fiscalização migratória, um homem foi baleado na perna após, segundo autoridades federais, atacar um agente do ICE com uma pá e uma vassoura.

Trump cobra atitude de autoridades estaduais
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que recorrerá ao dispositivo legal caso autoridades estaduais não impeçam ataques contra agentes do ICE. “Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que agitadores profissionais e insurgentes ataquem os Patriotas do ICE, que estão apenas tentando fazer seu trabalho, instituirei a Lei de Insurreição”, escreveu.
Criada em 1807, a Lei de Insurreição autoriza o uso das Forças Armadas dentro do território dos EUA em situações classificadas como insurreição. A legislação já foi aplicada em outros momentos da história do país, como no combate à Ku Klux Klan após a Guerra Civil e, mais recentemente, em 1992, quando tropas foram enviadas a Los Angeles durante os protestos que se seguiram ao julgamento de policiais envolvidos no espancamento de Rodney King.