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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Justiça

Esquema milionário expõe uso indevido de documentos em copiadora de shopping em Goiânia

Dados de clientes foram utilizados sem autorização em lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho, segundo investigação da Justiça de Goiás

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 16 de janeiro de 2026
Copiadora
Divulgação

Uma investigação conduzida pela Justiça de Goiás revelou que documentos pessoais de clientes de uma copiadora instalada em um shopping de Goiânia foram utilizados, sem consentimento, em um amplo esquema de lavagem de dinheiro associado à facção criminosa Comando Vermelho. A prática irregular só foi descoberta após o avanço das apurações e a prolação de sentença que condenou os principais envolvidos.

Segundo a decisão judicial, o empresário do ramo de fotocópias José Edvarde de Lima Filho e o integrante da facção André Luiz Oliveira Lima participaram de uma organização criminosa responsável por movimentar cerca de R$ 500 milhões. O caso ganhou repercussão após clientes do estabelecimento serem surpreendidos ao terem seus nomes e documentos vinculados a transações financeiras sob investigação policial, mesmo sem qualquer relação com o esquema.

Investigação mapeou o caminho do dinheiro da copiadora

Conforme os autos, as cópias dos documentos foram realizadas meses antes, durante atendimentos rotineiros na copiadora. A investigação teve como ponto de partida a Operação Red Bank, que permitiu rastrear o fluxo dos recursos e identificar integrantes do alto escalão da organização criminosa com atuação em Goiás.

Para driblar os mecanismos de controle financeiro, o grupo utilizava empresas de fachada e recorria ao chamado “smurfing”, método que fragmenta grandes valores em diversas transações menores. Ao longo das diligências, a polícia apreendeu aproximadamente R$ 2 milhões em dinheiro em espécie e 25 veículos de luxo, entre eles Ferrari e Mustang, muitos registrados em nome de terceiros.

Na sentença, a juíza Placidina Pires destacou que André Luiz Oliveira Lima foi julgado apenas agora por estar custodiado em um presídio federal de segurança máxima em Catanduvas, no Paraná. Ele foi condenado a 11 anos, quatro meses e 20 dias de prisão em regime fechado. Já José Edvarde de Lima Filho recebeu pena de sete anos e seis meses, também em regime fechado. Além das penas, ambos foram condenados ao pagamento solidário de R$ 500 milhões por danos morais coletivos, em razão do impacto social causado pelo esquema criminoso.

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Empresário e líder do Comando Vermelho são condenados.

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