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domingo, 18 de janeiro de 2026
Mídia e Audiência

Mercado de streaming cresce e altera equilíbrio da audiência no Brasil

Avanço das plataformas digitais redefine consumo audiovisual e pressiona a TV aberta

Luana Avelarpor Luana Avelar em 18 de janeiro de 2026
streaming
Foto: iStock

O streaming ampliou de forma consistente sua presença no consumo de mídia no Brasil e passou a reconfigurar o equilíbrio histórico da audiência, tradicionalmente dominado pela televisão aberta. Dados de dezembro indicam que as plataformas digitais alcançaram participação inédita, impulsionadas principalmente pelo desempenho do YouTube, que se firmou como a principal força do ambiente online.

Sozinha, a plataforma respondeu por 21,6% da audiência no período, índice superior à soma de todos os serviços de streaming pagos em operação no país. No ranking geral de canais, o YouTube aparece na segunda colocação, atrás apenas da TV Globo e à frente de emissoras tradicionais como Record, SBT e Band, evidenciando a mudança estrutural no hábito do público brasileiro.

Streaming ganha tração e reposiciona disputa por audiência

No segundo escalão do mercado digital, a Netflix alcançou 5,6% de participação, seu melhor resultado no Brasil, superando o TikTok, que recuou para 5,0%. O movimento sugere uma retomada do interesse por produções longas e seriadas, em contraste com o consumo acelerado de vídeos curtos. O streaming, nesse contexto, passa a ocupar um espaço mais central na rotina de entretenimento.

Entre as plataformas nacionais, o Globoplay manteve-se como a principal representante brasileira no segmento, com 1,7% de share. Já o Prime Video registrou 1,1%, enquanto a HBO atingiu 0,5%, maior marca da sua história no país, apoiada em franquias consolidadas e lançamentos recentes.

Mudança estrutural no consumo de mídia

O avanço do streaming não representa apenas crescimento isolado de plataformas, mas uma alteração no próprio ecossistema audiovisual. A fragmentação da audiência, antes concentrada na TV aberta, agora se distribui entre múltiplos ambientes, combinando consumo sob demanda, redes sociais e programação linear.

Leia também: https://ohoje.com/2026/01/13/series-para-as-ferias/

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