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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
JUSTIÇA

Defesa de acusado de matar ex-sogro em farmácia de Goiânia alega em tese sobre saúde mental

Novo julgamento começou na manhã desta segunda-feira (19), e a estratégia defensiva será baseada em laudos e no apoio de especialistas em Psicologia Jurídica e Psiquiatria Forense

Micael Silvapor Micael Silva em 19 de janeiro de 2026
Defesa
Foto: Divulgação

A poucas horas de voltar a se sentar no banco dos réus, a defesa de Felipe Gabriel Jardim Gonçalves divulgou uma nota oficial detalhando a estratégia que será adotada no novo julgamento, marcado para esta segunda-feira (19), no Tribunal do Júri de Goiânia. O réu responde pela morte do ex-sogro, em um crime ocorrido em 2022 que gerou forte comoção e repercussão nacional.

Segundo os advogados, a condição mental de Felipe Gabriel será o eixo central da tese defensiva apresentada aos jurados. A defesa afirma que levará ao plenário uma abordagem baseada em critérios técnico-científicos, com o suporte direto de profissionais das áreas de Psicologia Jurídica e Psiquiatria Forense.

O objetivo, conforme a nota, é apresentar aos jurados o histórico de transtornos mentais que, segundo a defesa, acompanham o acusado ao longo da vida, além de esclarecer as “condições psíquicas em que ele se encontrava no momento dos fatos”.

Os defensores sustentam que a atuação busca garantir o devido processo legal e o respeito à dignidade da pessoa humana, demonstrando confiança de que o julgamento ocorrerá com serenidade e atenção às provas que serão apresentadas em plenário.

Defesa
Foto: Reprodução

“A Defesa Técnica esclarece que há elementos constantes nos autos cuja adequada contextualização e esclarecimento ocorrerão no momento processual pertinente”, afirma o documento divulgado.

O novo júri é aguardado com grande expectativa, especialmente porque o caso envolve imagens de câmeras de segurança que registraram o crime e tiveram ampla divulgação em todo o país. A estratégia de focar na saúde mental do réu busca contextualizar suas ações e discutir sua imputabilidade penal ou a existência de possíveis atenuantes de natureza psiquiátrica.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 27 de junho de 2022, dentro de uma farmácia no Setor Bueno, em Goiânia. Felipe Gabriel Jardim Gonçalves entrou no estabelecimento e efetuou disparos contra o ex-sogro, o policial civil reformado João do Rosário Leão, de 63 anos.

De acordo com as investigações, o ataque teria sido motivado por uma queixa de ameaça registrada pelo suspeito contra a vítima na manhã do mesmo dia. João do Rosário foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Toda a ação foi registrada pelas câmeras de segurança da farmácia, que mostram o momento em que Felipe entra no local, atira à queima-roupa e foge em seguida. Ele foi preso dias depois, e o processo passou por diversas reviravoltas jurídicas até a realização deste novo julgamento.

Nota da defesa

A defesa de Felipe Gabriel Jardim Gonçalves informou que eventuais esclarecimentos institucionais serão prestados exclusivamente por meio dos canais oficiais dos advogados, reiterando a confiança na Justiça e no regular andamento do julgamento.

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