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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
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Do intervalo de 2024 ao tombo em 2025

Durante um ano, muita coisa pode acontecer e a Juventude que o diga. Tanto conseguiu manter a permanência na Série A em 2024, como passado um ano, estava a dar um tombo para a Série B. Na verdade, só com um milagre isso não aconteceria. Resultado negativo atrás de resultado negativo culminou com a equipe a terminar […]

Redaçãopor Redação em 19 de janeiro de 2026
intervalo
Foto: Divulgação

Durante um ano, muita coisa pode acontecer e a Juventude que o diga. Tanto conseguiu manter a permanência na Série A em 2024, como passado um ano, estava a dar um tombo para a Série B. Na verdade, só com um milagre isso não aconteceria. Resultado negativo atrás de resultado negativo culminou com a equipe a terminar em 19º com apenas 9 vitórias. O resto? 8 empates e 21 derrotas. Nenhuma equipe consegue “sobreviver” a isto. 

Esses números demonstram que algo não está bem. Será que os problemas estão a ser resolvidos? É isso que vai descobrir neste artigo. Mas não só. Vai olhar para o ano da Juventude com mais detalhe porque certamente não está a par de tudo o que aconteceu. Posteriormente, vamos olhar para as principais mudanças. Uma que certamente já sabe é a saída do Nenê, mas há mais.

Diagnóstico do rebaixamento: números que explicam a queda

O Juventude marcou 35 gols e sofreu 69, registrando um saldo negativo de -34, com uma das defesas mais vulneráveis ​​do campeonato, segundo dados da CBF e do Footstats. A fragilidade defensiva foi particularmente evidente em jogos-chave, como goleadas sofridas fora de casa e partidas com viradas adversárias, que custaram pontos decisivos.

Mesmo o Alfredo Jaconi, tradicional ponto forte do clube, não garantiu vantagem suficiente. Em 19 jogos em casa, o time conquistou 6 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, aproveitamento de 40,3%, abaixo do necessário para permanência na elite. Em comparação com 2024, quando o Jaconi contribuiu de forma mais consistente, evidencia que o fator casa deixou de ser diferencial.

Outro dado relevante é a redução de 29% nas lesões em relação a 2024 (35 baixas contra 49), o que mostra que a queda de desempenho não foi apenas por especificações físicas, mas também tática e de profundidade do elenco.

Gestão financeira, SAF e contexto da Série B

A queda de divisão impacta diretamente a receita do clube. Na Série B, cotas de TV e receitas comerciais podem ser 15 a 20 vezes menores que na elite, exigindo ajustes na folha salarial, renegociação de contratos e maior disciplina financeira. A saída de veteranos, como Nenê, abriu espaço para reforços mais jovens e estratégicos , permitindo que o orçamento limitado seja melhor aproveitado.

Além disso, o Juventude tem buscado alternativas de receita e exposição de marca. Parcerias com patrocinadores digitais e plataformas de entretenimento, incluindo algumas casas do setor de apostas , ajudam a gerar fundos extras que podem ser revertidos em melhorias para o elenco e infraestrutura. Essa presença de patrocinadores no futebol moderno não apenas alavanca receitas, mas também fortalece a ligação do clube com a base de torcedores mais engajada, que acompanha jogos, promoções e conteúdos digitais ligados aos parceiros.

Reforço do elenco e correção estrutural

O orçamento limitado foi um desafio constante. O Juventude começou em 2025 com um dos menores orçamentos da Série A, situação que se agrava na Série B, onde cotas de TV podem ser 15 a 20 vezes menores e receitas comerciais mais enxutas.

Para brigar pelo acesso, é fundamental o fortalecimento de setores críticos:

  • Zaga: defesa sofreu 69 gols; necessários zagueiros com melhor jogo aéreo e velocidade de recomposição.
  • Meio-campo: falta de volantes que protejam a defesa e se conectem ao ataque.
  • Ataque: dependência de veteranos caros, como Nenê, precisa ser recompensado por jovens promessas com potencial de crescimento.

O clube já se movimentou para corrigir esses pontos. Chegaram reforços como o zagueiro Messias (ex-Goiás, contrato até 2027), os laterais Patryck Lanza e Raí Ramos, e reforços ofensivos como Ray Breno, Alisson Safira e Manuel Castro. Mais de 10 contratações anunciadas foram até janeiro de 2026, sinalizando um plano estruturado de segurança.

Modelo de jogo e uso do Alfredo Jaconi como trunfo

O desempenho estratégico em 2025 mostrou fragilidades claras. O tempo não aproveitou o fator casa e deixou de somar pontos suficientes, mesmo em condições projetadas de clima e gramado. Para 2026, o objetivo é:

  • Em casa: maior controle de posse e pressão alta sobre adversários que se fecham.
  • Fora: organização defensiva e transições rápidas, aproveitando o calendário da Série B, com viagens mais longas e estádios menores.

O histórico recente do clube, como a campanha de 2024 no Jaconi, sugere que o aproveitamento de pelo menos 60% em casa é meta mínimo para sonhar com acesso. Estratégias de entrosamento já tiveram na estreia do Gauchão contra o Ypiranga (10/01), testando o novo elenco sob comando de Maurício Barbieri.

Caminho do acesso: metas esportivas e movimentações recentes

Para voltar à Série A, o Juventude precisa atingir entre 60–65 pontos, aproveitamento próximo de 55–60%, uma defesa sólida e ataque que marca mais de 1 gol por jogo. O elenco reforçado já conta com titularidade disputada entre reforços recentes e jogadores remanescentes, com destaque para a linha defensiva e meio-campo.

O calendário favorece a preparação: Gauchão em janeiro, Copa Sul-Sudeste em março/abril e Série B a partir de fevereiro/março. Este intervalo permite entrada e ajustes táticos.

Juventude entre lições e oportunidade

De um 2024 de afirmação na Série A a um 2025 de queda, os números deixam claro que ajustes estruturais são essenciais. A Série B de 2026 pode ser tanto desafio quanto oportunidade: reorganizar elenco, finanças e projeto esportivo permitirá transformar os aprendizados do rebaixamento em combustível para o retorno à elite, especialmente com a reformulação já em curso.

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