Postes atingidos por veículos quase chegam a 4 mil casos em Goiás
Ocorrências cresceram 15% em um ano; Goiânia, Rio Verde, Aparecida e Anápolis lideram ranking com maior número de casos
O número de postes atingidos por veículos em Goiás chegou a 3.984 registros ao longo de 2025, segundo dados da Equatorial Goiás. A média é de 10,9 ocorrências por dia em todo o estado. O volume representa um crescimento de cerca de 15% em relação a 2024 e ocorre em um contexto de aumento dos acidentes nas rodovias goianas.
De acordo com o balanço da Polícia Rodoviária Federal, Goiás contabilizou 223 mortes em acidentes de trânsito em 2025, alta de 12% na comparação anual. Embora nem todas as colisões contra postes resultem em vítimas, os dados mostram um cenário de maior risco nas vias urbanas e rodoviárias, além de impactos diretos na rede elétrica.
Goiânia concentra maior número de registros
Entre os municípios, Goiânia aparece com o maior número de abalroamentos: 514 casos ao longo do ano. Em seguida estão Rio Verde, com 174 registros, Aparecida de Goiânia, com 153, e Anápolis, com 110. As cidades concentram fluxo intenso de veículos, fator que amplia a exposição a acidentes desse tipo.
Alguns episódios chamaram atenção pela gravidade. Em 13 de setembro de 2025, um acidente fatal foi registrado na Avenida 85, no Setor Marista, em Goiânia. A vítima morreu presa às ferragens após o veículo colidir em alta velocidade contra um poste, que cedeu com o impacto. Já em 21 de novembro, um caminhão estacionado perdeu o freio e atingiu um poste na Avenida Center, no Residencial Centerville, também na capital.
Segundo o gerente do Centro de Operações Integradas (COI), Vinicyus Lima, cada ocorrência provoca efeitos que vão além do dano estrutural. “Um abalroamento pode comprometer o fornecimento de energia para centenas de clientes e mobilizar equipes por horas. Não são apenas custos, mas também risco para quem está envolvido no acidente e para a segurança de todos ao redor”, afirma.
Ele observa que, mesmo com ações educativas realizadas em conjunto com órgãos de trânsito, os números seguem em alta. “O aumento mostra que ainda é necessário reforçar a importância da direção responsável e o maior cuidado na condução de veículos”, diz.
Reparos nos postes podem levar horas
Quando um poste é atingido, equipes de manutenção são deslocadas para isolar a área e iniciar os reparos. O processo envolve retirada da estrutura danificada, instalação de um novo poste e reorganização da rede elétrica conectada ao local.
De acordo com Vinicyus Lima, o tempo médio para restabelecer a situação é de cerca de seis horas. “Esse período inclui não apenas a substituição do poste, mas a reconstrução da rede elétrica danificada”, explica. Em casos mais complexos, o trabalho pode demorar mais, especialmente quando é necessário aguardar a atuação do Corpo de Bombeiros ou da polícia.
“O serviço exige mão de obra especializada. Em muitos casos, não basta colocar um poste novo. É preciso reposicionar cabos, substituir isoladores e religar equipamentos, sempre com máxima segurança, porque estamos lidando com energia em alta tensão”, afirma. Ele também informa que os motoristas responsáveis pelos danos às estruturas devem arcar com os custos da substituição.
Além dos reparos, a concessionária orienta que, em acidentes com cabos rompidos ou postes caídos, ocupantes permaneçam dentro do veículo, evitem contato com partes metálicas e não se aproximem de fios no solo. Pedestres devem manter distância e acionar o socorro.
Leia também: Apagão atinge mais de 50 bairros após falha em subestação de Goiânia