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terça-feira, 20 de janeiro de 2026
MISTÉRIO HÁ MAIS DE 1 MÊS

Polícia recolhe itens pessoais com material biológico de corretora desaparecida em Caldas Novas

Daiane Alves está desaparecida desde o dia 17 de dezembro do ano passado; força-tarefa foi montada para investigar o caso

Bia Salespor Bia Sales em 20 de janeiro de 2026
corretora
Imagens de circuito interno do elevador registraram o último momento em que a corretora foi vista no condomínio. (Imagem: Reprodução)

A Polícia Civil recolheu, em Caldas Novas, itens pessoais da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde o dia 17 de dezembro do ano passado, em Caldas Novas. Os objetos foram levados para Goiânia. Segundo a irmã de Daiane, Fernanda Alves Souza, os policiais informaram que buscaram por amostras de DNA para inserir as informações no banco de dados. Fernanda também disse que agentess da Delegacia de Homicídios estiveram, novamente, no apartamento da corretora nesta segunda-feira (20). Em nota, a Polícia Civil disse que não divulgará informações neste momento para não comprometer o andamento da investigação.

Corretora desaparecida há mais de 1 mês

Daiane, que mora em Caldas Novas foi vista pela última vez em imagens de câmeras de segurança descendo ao subsolo do condomínio onde residia, na tentativa de verificar uma interrupção no fornecimento de energia elétrica no prédio. A partir desse momento, não há registros dela voltando ao apartamento ou saindo da garagem.

Familiares da corretora têm mantido pedido público por informações, relatando angústia com a falta de pistas e ressaltando que a ausência de Daiane “é como se estivéssemos vivendo um luto constante”, sem saber o que realmente aconteceu.

Denúncias e disputas internas marcaram rotina de corretora

Antes de desaparecer dentro do condomínio onde residia, em Caldas Novas, a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, já havia levado à polícia uma série de denúncias envolvendo a administração do prédio. Em agosto do ano passado, ela registrou um boletim de ocorrência no qual apontou perseguição e agressão física atribuídas ao síndico, dando início a um histórico formal de conflitos.

De acordo com o relato apresentado, os desentendimentos teriam começado em janeiro de 2025, quando, segundo a corretora, o síndico passou a dificultar sua permanência e atuação profissional no local. Daiane afirmou ser proprietária, junto com familiares, de seis apartamentos no condomínio e disse ter sofrido restrições que afetavam sua rotina, como impedimento de acesso a áreas comuns, problemas com entregas e a negativa em fornecer a chave do apartamento de sua mãe.

Ainda conforme o depoimento, a situação se agravou a ponto de ela precisar recorrer à Justiça para garantir, por meio de liminar, o direito de utilizar os espaços coletivos do prédio. A corretora também relatou falhas frequentes no fornecimento de água nos imóveis da família e afirmou que apenas o síndico tinha acesso aos registros responsáveis pelo abastecimento.

Um dos episódios mais graves narrados por Daiane envolve uma discussão motivada justamente pela falta de água. Segundo ela, ao tentar esclarecimentos, acabou sendo agredida fisicamente, com um soco e uma cotovelada no rosto. A corretora afirmou que não reagiu e que seu único objetivo era assegurar tranquilidade e segurança no ambiente onde vivia sua mãe.

Denúncias

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(Imagem: Polícia Civil)

Qualquer informação sobre o paradeiro de Daiane pode ser repassada com garantia de sigilo, pelos canais oficiais da Delegacia de Polícia de Caldas Novas ou pelo número 197. 

Leia mais: Mistério em Caldas Novas: desaparecimento de corretora completa um mês sem respostas

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