Polícia apreende gravador de câmeras para perícia no caso da corretora desaparecida em Caldas Novas
Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há mais de um mês; objetos pessoais também foram recolhidos para análise
O gravador das câmeras de segurança do prédio onde mora a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida há mais de um mês, foi apreendido para passar por perícia. A informação foi confirmada pelo delegado André Luiz Barbosa. Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do edifício onde reside, em Caldas Novas, no sul de Goiás.
Segundo o delegado, o equipamento, conhecido como DVR, foi recolhido para verificar se houve qualquer tipo de adulteração nas imagens do sistema de monitoramento do prédio. “O DVR foi apreendido para a gente certificar se não houve nenhum tipo de adulteração e, se houve, qual foi, em que momento ocorreu e se existiam imagens que poderiam estar perdidas e que não tenham sido repassadas à Polícia Civil”, explicou.
Além do gravador das câmeras, a Polícia Civil também recolheu objetos pessoais que estavam no apartamento da corretora. Entre os materiais apreendidos está uma escova de cabelo, que será utilizada para exames de DNA. Segundo a mãe da vítima, Nilse Alves Pontes, um notebook da filha também foi recolhido nos primeiros dias da investigação.
De acordo com familiares, até o momento, não há informação sobre a apreensão de outros objetos. “Até onde sabemos, foi isso. Não tivemos notícia de mais nada recolhido”, afirmou Nilse.
Últimos registros
Daiane foi vista pela última vez após descer ao subsolo do prédio para restabelecer a energia elétrica do apartamento, que estava sem luz. Antes disso, ela gravou vídeos mostrando o problema e enviou o material a uma amiga, informando que iria até o subsolo para religar o padrão de energia.

Imagens das câmeras de segurança mostram a corretora entrando no elevador enquanto falava ao celular, passando pela portaria e conversando com o recepcionista sobre a falta de energia. Em seguida, ela retornou ao elevador e desceu para o subsolo, onde não foi mais vista.
Conflitos no condomínio
Antes do desaparecimento, Daiane enfrentava conflitos com moradores do prédio onde vivia. Em agosto de 2025, uma Assembleia Geral Extraordinária do condomínio aprovou, por maioria, a expulsão da corretora, com prazo de até 12 horas para que ela deixasse o imóvel e mantivesse distância da recepção.

A decisão, no entanto, foi suspensa pela Justiça após Daiane entrar com uma ação alegando irregularidades na convocação da assembleia e ausência de direito de defesa. O Judiciário entendeu que a moradora não teve oportunidade de se defender e que a reunião pode não ter seguido regras previstas no próprio regimento do condomínio, como prazo e forma de convocação.
As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e apurar se houve participação de terceiros no caso.