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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Transparência Pública

Câmara barra acesso à lista de passageiros de voo usado por Hugo Motta

Câmara dos Deputados impõe sigilo a passageiros de jatinho da FAB usado por Hugo Motta no réveillon e TCU abre apuração

Paula Costapor Paula Costa em 23 de janeiro de 2026
Motta
Câmara barra acesso à lista de passageiros de voo usado por Hugo Motta no réveillon e TCU investiga decisão. Crédito: Agência Câmara.

A Câmara dos Deputados decidiu impor sigilo à lista de passageiros de um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) utilizado pelo presidente da Casa, Hugo Motta, para viajar ao Rio de Janeiro no período do réveillon. O deslocamento ocorreu em 26 de dezembro, com partida de João Pessoa (PB) e pouso no Aeroporto Santos Dumont (RJ), e é alvo de apuração no Tribunal de Contas da União (TCU) após pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

De acordo com informações divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a aeronave transportou 11 passageiros. Após a chegada ao Rio, Motta e aliados passaram o fim de ano em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, onde o presidente da Câmara se hospedou em uma casa alugada em condomínio de alto padrão no bairro do Frade.

A relação completa de passageiros foi solicitada via LAI, mas a Câmara negou o acesso ao documento. Em resposta oficial, a Casa alegou que o uso de aeronaves da FAB por autoridades ocorre por razões de segurança institucional, o que justificaria a classificação sigilosa das informações.

Não é a primeira vez que a Mesa Diretora adota esse entendimento. Em dezembro, a Câmara também negou a divulgação da lista de passageiros de outro voo da FAB que levou Hugo Motta e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes a Buenos Aires, para a edição latino-americana do fórum jurídico informal conhecido como “Gilmarpalooza”.

Diante da negativa, o TCU instaurou procedimento para avaliar a legalidade do sigilo. O subprocurador-geral Lucas Furtado apresentou representação pedindo que a Câmara seja obrigada a informar a lista de passageiros. Ainda assim, a presidência da Casa manteve a decisão de não divulgar os dados.

A legislação permite autoridades a requisitar aeronaves da FAB por motivos de segurança, inclusive para deslocamentos pessoais. O uso, contudo, é alvo de questionamentos éticos e políticos, sobretudo em um ano pré-eleitoral, diante do emprego de recursos públicos em viagens que não envolvem compromissos oficiais.

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