sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Caso Daiane Alves

Polícia Civil de Goiânia reforça investigações sobre o desaparecimento de corretora em Caldas Novas

A corretora está desaparecida há um mês; força-tarefa reúne Delegacia de Homicídios e Grupo de Pessoas Desaparecidas para apurar o caso

Micael Mourapor em
corretora
Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes

O caso da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desaparecida há cerca de um mês, ganhou um novo reforço investigativo nesta quinta-feira (23). Equipes da Polícia Civil de Goiânia se deslocaram até Caldas Novas para auxiliar nas apurações sobre o desaparecimento da corretora.

Entre as equipes que passaram a integrar a força-tarefa estão policiais da Delegacia de Homicídios de Goiânia, chefiados pelo delegado João Paulo Mendes, e do Grupo de Investigação de Pessoas Desaparecidas, também da capital, sob coordenação do delegado Pedromar Souza. As equipes atuam de forma integrada às delegacias locais.

Nos últimos dias, a Polícia Civil de Goiás realizou novas diligências no apartamento onde Daiane morava e intensificou a análise de materiais considerados essenciais para o avanço das investigações. Entre as medidas adotadas está a apreensão do gravador de imagens (DVR) do sistema de câmeras de segurança do condomínio.

O equipamento foi encaminhado para perícia técnica, com o objetivo de verificar a existência de eventual apagamento intencional de arquivos, falhas no funcionamento ou adulteração dos registros.

Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado André Luiz Barbosa explicou que o DVR será submetido a uma análise minuciosa. “O DVR foi apreendido para a gente certificar se não houve nenhum tipo de adulteração e, se houve, qual foi e em que momento ocorreu, além de verificar se existiam imagens que poderiam estar perdidas e que não tenham sido repassadas à Polícia Civil”, afirmou.

Além do DVR, objetos pessoais que estavam no apartamento da corretora também foram recolhidos. A Polícia Científica realizou exame detalhado do local, com registros fotográficos e documentais, e iniciou a extração de dados e mídias do sistema de vigilância. Também foram coletados materiais biológicos da vítima, como uma escova de cabelo e um absorvente, que foram encaminhados a Goiânia para extração de material genético e inclusão no Banco Nacional de DNA.

A mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, de 61 anos, confirmou a coleta de alguns itens, mas disse não ter sido informada sobre todos os materiais apreendidos. “O que eu sei que foi recolhido é que eles pegaram o notebook dela lá no começo e depois foram à minha casa buscar material, como escova de cabelo, para a questão do DNA”, afirmou ao O HOJE.

Relembre o caso

Polícia Civil
Foto: Divulgação


Desaparecida desde o dia 17 de dezembro, a corretora de imóveis Daiane Alves Sousa era responsável pela administração de apartamentos da família e de outros imóveis em Caldas Novas, cuidando diretamente da captação de hóspedes, segundo relato da mãe.

Solteira e mãe de uma adolescente de 17 anos, Daiane morava na cidade havia cerca de dois anos. De acordo com Nilse Alves Pontes, a filha não mantinha relacionamento fixo nem um círculo amplo de amizades, já que sua rotina era majoritariamente dedicada ao trabalho. “Era uma rotina tranquila, sem novidade, sem comportamento diferente”, relatou.

No dia do desaparecimento, Daiane foi até o subsolo do prédio onde morava para tentar restabelecer a energia elétrica do apartamento, que estava sem luz. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela entrou no elevador, por volta das 19h. Desde então, não houve novos contatos nem registros de movimentação financeira, conforme apuração da Polícia Civil.

Nota da Polícia Civil
A Polícia Civil de Goiás informou que foi instituída uma força-tarefa para apurar o desaparecimento de Daiane Alves Sousa, ocorrido em Caldas Novas. A ação é coordenada pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) e conta com a atuação integrada de equipes das delegacias locais e da capital.

As investigações seguem em andamento, com a realização contínua de diligências, oitivas e análises técnicas. Para preservar o sigilo necessário às apurações, novas informações serão divulgadas apenas ao término dos trabalhos.

A Polícia Civil reforça que qualquer informação sobre o paradeiro de Daiane Alves Sousa pode ser repassada, com garantia de sigilo absoluto, pelo telefone 197 ou pelos canais oficiais da Delegacia de Polícia de Caldas Novas.

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