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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Eleições

Corrida pelo Governo de Goiás movimenta os grupos políticos 

Com Caiado articulando a sucessão de Vilela, o PL dividido entre candidatura própria e alianças, PT em busca de um nome competitivo e Marconi tentando aglutinar dissidentes, o cenário eleitoral no Estado começa a ganhar forma

Thiago Borgespor Thiago Borges em 26 de janeiro de 2026
Corrida pelo Governo de Goiás movimenta os grupos políticos 
Fotos: Divulgação/Secom, Millena Cristina/Câmara Municipal, Divulgação/PSDB e Geraldo Magela/Agência Senado

A corrida pelo governo de Goiás em 2026 começa a ganhar contornos mais definidos, com movimentações dos diferentes grupos políticos. Com pouco mais de oito meses até o pleito eleitoral, as principais candidaturas ao Palácio das Esmeraldas já articulam nas montagens das chapas.

No centro do jogo eleitoral está o grupo governista liderado pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e pelo vice-governador Daniel Vilela (MDB), cuja pré-candidatura vem sendo trabalhada como continuidade do projeto político da atual gestão. Para fortalecer essa frente, Caiado tem priorizado a composição da chapa ao Senado e buscado costurar uma aliança com o PL, com o objetivo de fechar um arco de partidos que possa garantir uma base robusta já no primeiro turno e consolidar apoio ao projeto de Vilela. 

Dentro desse esforço, as tratativas com o Partido Liberal envolvem conversas diretas com lideranças nacionais e estaduais sobre a participação da sigla na chapa majoritária. A ideia é que o PL componha com a base na disputa pelo Senado, na figura do deputado federal Gustavo Gayer (PL), e conecte a base com importantes lideranças do bolsonarismo, ampliando o leque de apoios que Vilela pode somar na campanha. 

Entretanto, a estratégia esbarra numa tensão interna com o próprio PL goiano. O senador Wilder Morais (PL), presidente da sigla no Estado, tem reafirmado repetidamente que mantém sua pré-candidatura ao governo de Goiás e não fechará acordo com Vilela ou com o MDB, rejeitando negociações que subordinem o projeto estadual às articulações de alianças nacionais. Morais declarou, durante a edição do Rota 22 em Iporá, que o PL não tem acordo de aliança com o “15” e que seguirá com sua candidatura própria ao Palácio das Esmeraldas. 

“Nós estamos firmes. Vamos deixar claro: nós não vamos fazer acordo com o 15, não. Não vamos fazer acordo com o 15. […] O MDB sempre andou com a esquerda. Nós somos da direita e não fazemos acordo com a esquerda”, afirmou o pré-candidato dos liberais. Wilder inclusive, apesar dos rumores de aliança do PL com a base caiadista, segue com o Rota 22 na tentativa de articular com lideranças dos municípios goianos na disputa pelo governo estadual. 

Leia mais: Além da segurança, Caiado quer destaque no combate à pobreza

PT quer nome próprio

No campo progressista, o Partido dos Trabalhadores (PT) terá reuniões internas nesta semana para que o projeto com nomes próprios para disputar o governo goiano, sem depender de acordos imediatos com outras legendas, comece a ganhar musculatura. A direção petista em Goiás trabalha com a possibilidade de lançar o vereador por Goiânia, Edward Madureira, como nome para o governo. 

Outro nome considerado no diretório para disputar o governo estadual é o do advogado Valério Luiz Filho. Recentemente, o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno também entrou no radar. A busca petista é por um candidato que consolide uma candidatura que, sobretudo, sirva como um palanque político arrojado para o principal projeto político da legenda a nível nacional que é a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Marconi em busca dos insatisfeitos com o governo

Já a pré-candidatura do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) tem trabalhado em angariar apoio dos escanteados pela base governista. Com tantos aliados, era natural que nem todos os componentes do grupo palaciano se sentissem contemplados. Um dos cotados é o deputado federal Zacharias Calil, que deve deixar o União Brasil na janela partidária. O parlamentar quer ser candidato ao Senado Federal, o que não será possível na sigla de Caiado, e é sondado pelo ninho tucano.

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