domingo, 27 de setembro de 2026
ACORDO

Trump recua e aceita retirar parte do ICE de Minneapolis

Após ligação com prefeito, Trump aceita retirar gradualmente agentes de imigração da cidade depois vários protestos

Lalice Fernandespor em
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Foto; Divulgação/ Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou em retirar parte dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) de Minneapolis após pressão de autoridades locais, em meio a críticas às operações migratórias e mortes durante ações federais.

A decisão foi anunciada pelo prefeito Jacob Frey em publicação na rede social X, após conversa telefônica com Trump na terça-feira (27). Segundo ele, o presidente reconheceu que a situação não poderia continuar e autorizou que alguns agentes federais deixem a região a partir desta quarta-feira (28).

“Conversei hoje com o Presidente Trump e gostei da conversa. Expressei o quanto Minneapolis se beneficiou de nossas comunidades imigrantes e deixei claro que meu principal pedido é o fim da Operação Metro Surge. O presidente concordou que a situação atual não pode continuar. Alguns agentes federais começarão a deixar a área amanhã, e continuarei pressionando para que os demais envolvidos nesta operação também se retirem”, afirmou.

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Foto: Reprodução

Frey informou ainda que se reunirá com Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, conhecido como “czar da fronteira”. Homan foi enviado à cidade após Washington decidir retirar do comando da operação o chefe da patrulha, Gregory Bovino, cuja atuação vinha sendo alvo de críticas.

O prefeito reforçou que Minneapolis seguirá colaborando com investigações criminais conduzidas por autoridades estaduais e federais, mas rejeitou prisões que considere inconstitucionais ou voltadas a imigrantes sem histórico de crimes.

Governador nota mudança de tom em Trump

O governador de Minnesota, Tim Walz, também relatou mudança no tom adotado pelo presidente após conversa telefônica na segunda-feira (26). Em entrevista à MPR News, afirmou: “Vou acreditar na palavra deles por enquanto”. Walz disse ter solicitado que o Departamento de Investigação Criminal do estado conduzisse uma investigação independente sobre as mortes de Renee Good e Alex Pretti, cidadãos baleados por agentes durante operações de imigração. “Ele disse que analisaria o caso”, contou.

Segundo Walz, Tom Homan deve assumir a coordenação das operações migratórias em Minnesota após a saída de Bovino, e um plano conjunto está em discussão. “Deixamos claro que estamos fazendo a coisa certa. Não queremos criminosos aqui, mas também reconhecemos que alguém que vem para cá em busca de uma vida melhor deve ser tratado com dignidade, que os americanos não devem temer por suas vidas ao sair de casa apenas por causa da cor de sua pele”, afirmou.

Melania Trump pede união

Em meio aos protestos registrados ao longo do mês, a primeira-dama Melania Trump pediu união aos norte-americanos. “Precisamos nos unir. Estou pedindo união. Sei que meu marido, o presidente, teve uma ótima conversa ontem com o governador e o prefeito, e eles estão trabalhando juntos para que a situação seja pacífica e sem tumultos”, disse à Fox News.

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Foto: Divulgação/ Casa Branca

Paralelamente, o governo passou a enfrentar pressão judicial. O juiz federal-chefe de Minnesota, Patrick J. Schiltz, determinou que o diretor interino do ICE, Todd Lyons, compareça pessoalmente ao tribunal para explicar o descumprimento de ordens sobre audiências de imigrantes detidos.

“Este tribunal foi extremamente paciente com os réus”, escreveu o magistrado, ao criticar o envio de milhares de agentes ao estado sem estrutura para lidar com os processos judiciais. O juiz reconheceu que exigir a presença do chefe de uma agência federal é uma medida incomum, mas justificou a decisão pela gravidade do caso. “A dimensão das violações das ordens judiciais pelo ICE também é extraordinária”, afirmou.

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Donald Trump Estados Unidos ICE imigração Minneapolis Minnesota

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