Encontro entre Lula e Trump será em março e sinaliza nova fase nas relações Brasil–EUA
Presidentes acertam reunião na Casa Branca e reforçam diálogo sobre democracia, Venezuela e agenda global
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que viajará a Washington, em março, para um encontro direto com Donald Trump na Casa Branca. A conversa entre os presidentes abordou democracia, multilateralismo, crise na Venezuela, o Conselho da Paz para Gaza e cooperação internacional, sinalizando uma nova fase no diálogo entre Brasil e Estados Unidos em meio ao cenário eleitoral de 2026.
O anúncio foi feito por Lula ao chegar à Cidade do Panamá, nesta terça-feira (27), onde participa como convidado do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe. O presidente brasileiro justificou a viagem afirmando que Brasil e Estados Unidos são as “principais democracias do Ocidente” e destacou a importância de um diálogo direto para fortalecer as relações bilaterais e o multilateralismo.
Durante a ligação, segundo nota oficial do governo brasileiro, Lula e Trump discutiram assuntos estratégicos, incluindo a crise na Venezuela, o conflito na Faixa de Gaza, com menções ao novo Conselho da Paz proposto por Trump e o combate ao crime organizado. A pauta refletiu preocupações diplomáticas e a intenção de retomar cooperação em áreas sensíveis da política internacional.
O presidente brasileiro também comentou no Panamá que deve manter contato com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em meio à instabilidade regional, e ressaltou a necessidade de que os países respeitem a soberania venezuelana, enquanto segue defendendo o multilateralismo em diálogos com líderes como o francês Emmanuel Macron e o chileno Gabriel Boric.
A expectativa oficial é de que a visita de Lula a Washington, ainda com data específica a ser definida pelas equipes diplomáticas, aprofunde negociações em comércio, investimentos, cooperação internacional e segurança, num momento de reorganização das prioridades geopolíticas globais e desafios econômicos compartilhados entre os dois países.