Justiça mantém prisão temporária de síndico e filho suspeitos de envolvimento na morte de corretora
Cleber confessou à Polícia Civil, nessa quarta-feira (28/1), o assassinato de Daiane, que estava desaparecida desde 17 de dezembro do ano passado
A Justiça de Goiás manteve a prisão temporária do síndico Cleber Rosa de Oliveira e do filho dele, Maycon Douglas Souza de Oliveira, suspeitos de envolvimento na morte da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, em Caldas Novas, no sul do estado. A decisão foi tomada durante audiências de custódia realizadas nesta quinta-feira (29), na 1ª Vara Criminal da comarca.
Durante as audiências, conduzidas pela juíza Vaneska da Silva Baruki, foi homologado o cumprimento dos mandados de prisão temporária expedidos no curso da investigação. No caso de Cleber Rosa de Oliveira, a magistrada destacou que a ordem de prisão foi devidamente cumprida e que não foram constatadas ilegalidades na restrição de liberdade. Com isso, o mandado foi ratificado, e foi determinada a juntada da decisão e da gravação da audiência aos autos do processo que apura o homicídio. A juíza informou ainda que o pedido da defesa para que o processo tramite em segredo de Justiça será analisado no procedimento principal.
Durante a audiência, a defesa de Cléber não se opôs à homologação da prisão, mas solicitou acesso integral aos autos que fundamentaram a medida cautelar. O Ministério Público também se manifestou favorável à manutenção da custódia temporária.
Em relação a Maicon Douglas Souza de Oliveira, a Justiça igualmente ratificou a prisão temporária. Assim como no caso do pai, não foram identificados indícios de agressão ou qualquer irregularidade durante a prisão. A defesa de Maicon informou que pretende apresentar pedido de liberdade no processo principal, mas, até o momento, a custódia segue mantida.
Cleber confessou à Polícia Civil, nessa quarta-feira (28/1), o assassinato de Daiane, que estava desaparecida desde 17 de dezembro do ano passado. Segundo a investigação, foi o próprio síndico quem levou os policiais até uma área de mata onde o corpo da corretora havia sido deixado. No local, o corpo foi encontrado em estágio avançado de decomposição.
Nota da defesa
Em nota divulgada após a audiência, o escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, que representa Cléber Rosa de Oliveira, informou que a audiência de custódia transcorreu normalmente e que o investigado respondeu a todas as perguntas feitas pela autoridade policial. A defesa afirmou ainda que Cleber segue colaborando com as investigações em andamento.
Nossa reportagem entrou em contato com a defesa de Maycon Douglas Souza de Oliveira, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta.