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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
ORIENTE MÉDIO

União Europeia designa Guarda Revolucionária do Irã como “organização terrorista”

Bloco amplia a pressão sobre Teerã em meio às denúncias de repressão violenta contra manifestações

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 29 de janeiro de 2026
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Foto: Reprodução/ X

A União Europeia designou a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como organização terrorista, ampliando a pressão sobre Teerã em meio às denúncias de repressão violenta contra manifestações no país. O anúncio foi feito pela chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas.

“Os ministros das Relações Exteriores da UE acabaram de dar o passo decisivo de designar a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista”, escreveu Kallas, acrescentando que “a repressão não pode ficar sem resposta”. Em outra declaração, afirmou: “Qualquer regime que mata milhares de seus próprios cidadãos está caminhando para a sua própria destruição”.

Diplomatas europeus também informaram que foram adotadas novas sanções contra indivíduos e entidades iranianas envolvidos na repressão aos manifestantes. A Guarda Revolucionária, criada após a revolução de 1979 que levou ao regime dos aiatolás, integra as Forças Armadas iranianas e atua em operações militares do país na região.

O grupo já havia sido classificado como terrorista pelos Estados Unidos. A decisão europeia ocorre em um cenário de aumento das tensões entre Irã e EUA, com o presidente Donald Trump ameaçando atacar o país caso não seja firmado um acordo nuclear.

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Foto: Reprodução/ Instagram

Classificação como “organização terrorista” tem caráter simbólico

Kallas declarou ainda que a medida coloca a Guarda Revolucionária Islâmica “no mesmo patamar da Al-Qaeda, do Hamas e do Estado Islâmico” e afirmou: “Se você age como terrorista, deve ser tratado como terrorista”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a decisão deveria ter sido tomada “há muito tempo” e acrescentou: “‘Terrorista’ é como se chama um regime que esmaga com sangue os protestos de seu próprio povo”.

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Ursula von der Leyen (Foto: Reprodução/ X)

Apesar da nova classificação, a medida é vista como simbólica, pois a organização e comandantes já eram alvos de sanções da UE.

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