No caso Master, BC, TCU e CVM falharam e querem culpar Ibaneis
Congressistas, ex-ministros, mulher de ministro e centenas de consultores a peso de ouro acompanharam a trajetória de Daniel Vorcaro sem notar ou impedir as fraudes, por que um governador que não é do ramo financeiro teria de saber dos balanços fraudados de um banco privado de outra unidade da federação?
Os bancos públicos convivem com várias situações híbridas, no mercado e no ente federativo a que pertencem. É assim com BB, CEF, BRB, Banco do Nordeste e tantos outros. O Banco de Brasília estava num ótimo momento, com balanço positivo, até emissários do Banco Master o procuraram para vender ativos. Ou seja, negociação comum no setor. Na hora de ser fechada a compra, houve o alerta por parte do Banco Central, fazendo algo que é de sua alçada, ele existe é para isso mesmo. E a paralisou-se a comercialização. O que isso tem a ver com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, ou com sua vice, Celina Leão, ambos vindos de outras áreas profissionais?
Quando algum cliente adquire o título de um banco, faz um depósito ou abre uma conta, está certo de que o funcionamento daquela instituição inspira respeito, pois se houvesse mutreta teria sido fechada por órgãos de controles, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central e até o mais novo ator na história, o Tribunal de Contas da União (TCU), que também deseja participar da festa. Quem acreditou nos rendimentos dos CDBs do Master não era obrigado a saber dos riscos – essa atribuição repousa, principalmente, no Banco Central.
Bancos públicos ajudam no desenvolvimento
As instituições ligadas a governos, como foram o BEG e a Caixego em Goiás, cumprem necessário papel no desenvolvimento. Era o que vinha acontecendo ao BRB no governo de Ibaneis, ao contrário do que ocorria com seu antecessor e adversário, Rodrigo Rollemberg, que no apagar das luzes deste período foi aquinhoado com uma vaguinha de deputado federal graças às ininteligíveis decisões da Justiça.
O ex-governador, considerado o pior da história do Distrito Federal, e seus aliados dizem cobras, lagartos e iguanas acerca do caso BRB. Esquecem-se de que o mesmíssimo Rollemberg tirou, uma década atrás, quase R$ 2 bilhões da aposentadoria dos servidores distritais nos dois primeiros anos de mandato. Pelo IPCA, o mais gente fina dos índices, seriam R$ 4 bilhões hoje. De onde Rollemberg sacou a fortuna para restituir o Iprev? Do BRB.
Mais economista que não FED nem cheira
O próprio dono do Master, Daniel Vorcaro, disse à Polícia Federal que Ibaneis participou de “poucas reuniões” nas tratativas Master-BRB, nas quais entrava “mudo e saía calado”, na definição do governador. Ibaneis é um advogado bem-sucedido na defesa de servidores públicos. Entende de finanças de banco o mesmo tanto que de física quântica. Quem tinha conhecimento do assunto eram os consultores contratados por Vorcaro a peso de diamante, profissionais do quilate dos ex-ministros em governos petistas Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Guido Mantega (Fazenda).
O rol de economistas a serviço do Master era de fazer inveja ao FED, o Banco Central dos Estados Unidos. O corpo técnico do BRB também é composto de excelentes quadros, mas dependia da credibilidade de outro Banco Central, o do Brasil, que nada alertava – ou só o fez com imenso delay, coincidindo com o auge da repercussão do assalto de R$ 6,5 bilhões do INSS aos velhinhos.
O implacável Gabinete do Ódio
No momento, o Gabinete do Ódio mantém artilharia mirando Ibaneis e sua vice, Celina Leão, por um motivo claro, ambos lideram as pesquisas para, respectivamente, uma vaga no Senado e o GDF. A campanha de difamação dos dois tem sido um fracasso, pois já saíram levantamentos: depois que começou, o tiroteio não mostrou efeito.
A população, que até hoje não perdoa os horrores das gestões de Rollemberg e assemelhados, tem mostrado possuir mais inteligência que alguns integrantes dos órgãos de controle: de 2019 a 2025, período em que o BRB demonstrou vitalidade econômica e financeira, os adversários de Ibaneis diziam que o banco era um órgão à parte, não se vinculava ao governo; agora, pretendem colocar Ibaneis como um gerente de agência, distribuindo financiamentos, negociando ativos, abrindo contas.