Terminal Praça A é reconstruído e passa a integrar nova fase do transporte coletivo em Goiânia
Com área quase três vezes maior que a estrutura anterior, o Terminal Praça A já está em completo vigor para a população
Localizado em um dos pontos mais estratégicos do transporte coletivo da capital, o Terminal Praça A passa a operar com uma área significativamente maior do que a antiga estrutura, concentrando linhas urbanas, metropolitanas e do BRT que conectam diferentes regiões da cidade. O espaço reúne plataformas organizadas por sentido de circulação, sistema de informação ao usuário, monitoramento por câmeras, áreas de convivência e melhorias na acessibilidade para pessoas com deficiência.
Durante a solenidade, o prefeito Sandro Mabel afirmou que a entrega do terminal integra uma estratégia de priorização do transporte coletivo como eixo central da mobilidade urbana. Segundo ele, além da modernização da infraestrutura, o município tem atuado na reorganização da circulação viária para garantir maior eficiência ao sistema. “Estamos trabalhando para que o transporte coletivo tenha prioridade real, com sincronização de semáforos e faixas exclusivas, para reduzir o tempo de deslocamento do usuário”, declarou.
A entrega também marcou a incorporação de 21 novos ônibus elétricos ao sistema, sendo 16 articulados, com capacidade para até 180 passageiros, e cinco biarticulados, que comportam até 250 pessoas. Os veículos passam a operar no corredor BRT Leste–Oeste Anhanguera e fazem da Região Metropolitana de Goiânia a primeira do mundo a utilizar, em linhas regulares, ônibus elétricos dessa dimensão. A ampliação da frota sustentável busca reduzir emissões de poluentes, diminuir o nível de ruído urbano e aumentar a capacidade de atendimento nos horários de pico.
O governador Ronaldo Caiado ressaltou que os investimentos ocorreram sem reajuste tarifário ao usuário, cuja passagem permanece congelada em R$ 4,30 desde 2019. Segundo ele, a continuidade das entregas depende de um modelo de financiamento compartilhado entre Estado, municípios e operadores. “O que sustenta esse sistema é a parceria. Sem esse arranjo, não seria possível investir e manter a tarifa sem custo adicional para o cidadão”, afirmou.


Antes da chegada ao Terminal Praça A, a programação incluiu visita técnica à garagem da Metrobus, onde foi entregue o Eletroposto Oeste, considerado o maior terminal de recarga de ônibus elétricos do Brasil em capacidade instalada. A estrutura conta com 23 carregadores de alta potência, capazes de atender até 46 ônibus simultaneamente, com potência total de 6 MVA. O eletroposto será responsável pelo abastecimento da frota elétrica e pelo suporte à expansão gradual desse modelo no sistema metropolitano.
Investimentos, entregas e próximas etapas
O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, explicou que a reconstrução do Terminal Praça A integra o Projeto Nova RMTC, que prevê investimentos da ordem de R$ 2 bilhões para requalificação do transporte coletivo em 19 municípios da Região Metropolitana. Segundo ele, o projeto foi estruturado após diagnósticos que apontaram perda contínua de passageiros, sucateamento da frota e degradação das estruturas físicas. “O transporte coletivo vinha perdendo usuários porque não oferecia o mínimo de dignidade. A reestruturação começou exatamente para enfrentar esse problema”, afirmou.
Rocha Lima destacou que o Terminal Praça A não passou por uma reforma pontual, mas por uma reconstrução completa. A área foi ampliada de aproximadamente 1.941 m² para 5.541 m², com investimento estimado em R$ 29 milhões e execução em nove meses. Com a entrega da unidade, já foram reconstruídos cinco terminais ao longo do corredor da Avenida Anhanguera — Novo Mundo, Praça da Bíblia, Dergo, Senador Canedo e Praça A. A previsão é de que o Terminal Padre Pelágio seja entregue em breve, concluindo a requalificação integral do eixo BRT Leste–Oeste. As 19 estações ao longo da avenida também já passaram por reformas.
De acordo com informações técnicas apresentadas durante o evento, o novo Terminal Praça A incorpora iluminação em LED, sistemas eletrônicos de controle operacional, sinalização digital, 74 câmeras de monitoramento, além de atendimento integral às normas de acessibilidade, incluindo piso adequado e banheiros adaptados. A expectativa é que a nova estrutura atenda cerca de 50 mil passageiros por dia e contribua para a reorganização dos embarques e desembarques na região de Campinas, com reflexos diretos na regularidade das viagens, na segurança e na experiência dos usuários do transporte coletivo em Goiânia.