Kassab amplia base na direita e filia mais um governador ao PSD
Entrada de Marcos Rocha no partido, após adesão de Ronaldo Caiado, redesenha palanques estaduais, enfraquece o bolsonarismo e pressiona estratégias do PL e do PT para 2026
Na corrida pelo Palácio do Planalto, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, deu mais um passo para ampliar o espaço do partido na direita ao filiar o governador de Rondônia, Marcos Rocha, do União Brasil. A movimentação ocorre poucos dias após a chegada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também do União Brasil, e consolida uma ofensiva direta sobre quadros que orbitavam o bolsonarismo, com impacto imediato na formação dos palanques estaduais.
Com as novas filiações, o PSD passa a contar, em menos de uma semana, com dois governadores bem avaliados, ambos eleitos com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. A mudança afeta diretamente o projeto presidencial do PL, especialmente o do senador Flávio Bolsonaro, ao reduzir a influência bolsonarista em estados estratégicos.
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Ao mesmo tempo, a movimentação também repercute no campo governista, ao interferir nos cálculos do PT para a disputa presidencial e, sobretudo, para as eleições ao Senado.
PSD terá palanque no Norte
No caso de Rondônia, a adesão de Marcos Rocha é considerada estratégica. O governador foi eleito em 2018 pelo PSL e reeleito em 2022 já pelo União Brasil, em um estado marcado por disputas acirradas entre candidatos da direita. Ao migrar para o PSD, Rocha transforma o estado em uma vitrine regional para o presidenciável que Kassab decidir apoiar. O dirigente partidário destacou que a filiação fortalece o partido em Rondônia e amplia sua presença na Região Norte.
Marcos Rocha afirmou que fará campanha para o candidato do PSD no primeiro turno e elogiou o partido por reunir nomes como Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite, hoje os três pré-candidatos da legenda.