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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Potência Goiana

Goiás se consolida entre os oito maiores exportadores brasileiros

Goiás terminou 2025 com um superávit de US$ 8,1 bilhão, o que supera em 20% os resultados do ano anterior

João Césarpor João César em 4 de fevereiro de 2026
Goiás
Houve um aumento de 9% nas exportações goianas - Foto: Pixabay

O ano de 2025 foi positivo para as exportações de Goiás, com um crescimento de 9%. Esse resultado coloca o Estado como oitavo maior exportador do Brasil. Ao todo foram exportados US$ 13,4 bilhões de reais, com um superávit de US$ 8,1 bilhões, sendo 20% superior ao ano de 2024.

Os dados foram disponibilizados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), com base nos dados fornecidos pelo Comex Stat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Economia. Segundo o levantamento, o destaque das exportações goianas continuam sendo os grãos, com 40,29% do montante.

Mesmo com essa continuidade da presença dos grãos, a gerente de internacionalização da Fieg, Juliana Tormin, destaca que o dado mais relevante está no forte crescimento dos produtos com maior grau de processamento. “As carnes bovinas congeladas e os cortes específicos de frango apresentaram expansões expressivas, demonstrando o fortalecimento da indústria frigorífica goiana, que vem ampliando capacidade produtiva, diversificando cortes e acessando mercados mais exigentes”, explica.

Este setor representou 17,18% das exportações de Goiás, outro ponto de destaque levantado por Tormin são os produtos da mineração industrial, como ferronióbio, ferroníquel e concentrados de cobre, que mantiveram desempenho estável em 2025. Esses resultados indicam que, mesmo com uma concentração em commodities, há um processo gradual de industrialização das exportações, com perspectivas positivas para 2026.

A China foi a principal parceira comercial de Goiás no último ano, comprando mais de 40% dos produtos produzidos no Estado. A especialista aponta que, além da alta procura chinesa pelos commodities agrícolas goianos, o crescimento da agroindústria goiana, especialmente nos setores de soja e proteínas animais, foi responsável pela concentração das exportações.

Logo em seguida no ranking aparecem os Estados Unidos (EUA), com 4,78% das exportações brasileiras. Essa disparidade entre o primeiro e o segundo colocado demonstra um desafio para a indústria goiana, já que mercados como Estados Unidos, União Europeia e Oriente Médio buscam produtos mais industrializados e de maior valor agregado.

“O crescimento observado em 2025 em mercados como EUA, México e países europeus indica que esse movimento de diversificação industrial já está em curso”, ressalta a gerente de internacionalização da Fieg.

Para o ano de 2026, a Fieg projeta um crescimento moderado das exportações goianas, entre 3% e 8%, mas com uma mudança qualitativa importante na composição desses produtos. Nesse cenário, a indústria goiana deve ganhar mais protagonismo na balança comercial, especialmente nos segmentos de alimentos processados, proteínas animais, derivados do complexo soja, mineração estratégica e bens industriais ligados ao agronegócio.

Mesmo com um desempenho tímido no ano passado, a indústria goiana de produtos com maior valor agregado se mostrou capaz de atender a exigências sanitárias, técnicas e ambientais cada vez mais rigorosas dos mercados internacionais. “A consolidação de investimentos industriais, aliada à melhoria logística e à diversificação de destinos, cria um ambiente favorável para o crescimento industrial nas exportações ao longo de 2026”, pontua Juliana Tormin.

Nas importações, o Estado de Goiás gastou US$ 5,4 bilhões, principalmente na compra de produtos farmacêuticos, representando US$ 1,9 bilhões do montante total. Além disso, outro destaque está no mercado de veículos automóveis, que representam 14,49% das importações estaduais, impulsionado principalmente pelo mercado de veículos elétricos. Os principais exportadores para Goiás são China (25,18%), Alemanha (12,26%) e Estados Unidos (9,22%).

 

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