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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Mandado de busca

Polícia Civil de Goiás prende suspeito de aplicar golpe milionário com falsos investimentos em criptomoedas

Investigação de golpe financeiro aponta prejuízo superior a R$ 357 mil e uso de estratégias de lavagem de dinheiro por meio da blockchain

Letícia Leitepor Letícia Leite em 4 de fevereiro de 2026
10 fecha Operacao prende suspeito de aplicar golpe milionario com falsos investimentos em criptomoedas Foto Divulgacao PC GO
Foto: Divulgação/PC-GO

A Polícia Civil de Goiás (PC-GO), por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (4), um homem suspeito de aplicar golpe financeiro relacionado a falsos investimentos em criptomoedas. A ação integra a Operação Chave Mestra, que também cumpriu mandado de busca domiciliar contra o investigado.

As apurações indicam que o suspeito se apresentava como consultor financeiro especializado em operações na Bolsa de Valores (B3). Com esse discurso, ele firmou contrato de prestação de serviços com a vítima, oferecendo acompanhamento técnico e promessa de rendimentos mensais a partir de operações de day trade. Inicialmente, a vítima repassou R$ 50 mil ao suposto consultor.

Em um segundo momento, um novo contrato foi celebrado. Nesse acordo, a vítima transferiu R$ 132 mil diretamente para a conta pessoal do investigado, sob a promessa de administração dos recursos por um período de sete anos. Ao final do prazo, o valor deveria ser devolvido com acréscimo de rendimentos, o que não ocorreu.

Segundo a Polícia Civil, parte da fraude envolveu a criação de endereços descentralizados na blockchain do Bitcoin. A vítima transferiu aproximadamente R$ 175 mil, o equivalente a 0,69 Bitcoin, para essas carteiras digitais. O investigado manteve posse exclusiva da chave privada, o que possibilitou a apropriação integral dos valores.

As investigações também identificaram que os recursos circularam por diversos endereços intermediários, estratégia comum para dificultar o rastreamento financeiro e ocultar a origem do dinheiro, característica típica de crimes de lavagem de capitais com uso de ativos virtuais.

Durante as diligências, os policiais conseguiram rastrear o destino final dos valores, que foram concentrados em uma conta vinculada a uma plataforma nacional de negociação de criptoativos, permitindo a vinculação direta dos recursos ao suspeito.

Prejuízo do golpe ultrapassa R$ 357 mil

O prejuízo total estimado ultrapassa R$ 357 mil. Somadas, as penas dos crimes investigados podem chegar a 18 anos de reclusão. A Polícia Civil orienta que, diante de qualquer suspeita de golpe, as vítimas interrompam imediatamente os repasses financeiros e procurem a autoridade policial.

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