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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Crime

Laudo aponta lesões graves e descarta atropelamento em morte de cão Orelha

Documento descreve fraturas e sinais neurológicos severos

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 5 de fevereiro de 2026
Cachorro orelha
Lesões concentradas na cabeça não indicam acidente de trânsito. Foto: Divulgação

O laudo médico-veterinário elaborado após o atendimento do cão comunitário conhecido como Orelha aponta um quadro clínico grave e incompatível com a versão de atropelamento apresentada pela defesa do adolescente investigado por envolvimento na morte do animal. O documento descreve múltiplas lesões concentradas na região da cabeça, além de fraturas e sinais neurológicos severos.

A princípio, o laudo detalha que Orelha era um cão macho, sem raça definida, de pelagem preta e curta. Durante o exame clínico inicial, os profissionais constataram lesão grave na região craniana, com maior comprometimento da face esquerda. O quadro indicava evolução rápida e risco iminente de morte.

Orelha
Exame veterinário indica trauma craniano em morte do cão Orelha. Foto: Divulgação

Lesões craniofaciais e sinais neurológicos

De acordo com o documento técnico, o animal apresentava inchaço intenso na cabeça, protrusão do olho esquerdo, além de sangramento pela boca e pelo nariz. Sendo assim, os achados clínicos indicaram trauma concentrado e de alta intensidade na região craniofacial.

Além disso, o laudo aponta suspeita de fraturas na mandíbula e na maxila. Essas lesões, conforme a descrição médica, são compatíveis com impacto direto e localizado. Ou seja, não há indicação de trauma distribuído por outras partes do corpo.

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Agravamento do quadro clínico

Ainda segundo o laudo, o estado de saúde de Orelha se agravou rapidamente. O animal apresentava ataxia generalizada, dificuldade respiratória e bradicardia. Esses sinais clínicos evidenciam comprometimento neurológico e respiratório.

Cao Orelha recebe homenagem nas redes sociais
Laudo médico contradiz versão de atropelamento no Caso Orelha. Foto: Divulgação

Por conseguinte, mesmo após a realização de procedimentos básicos de estabilização, o cão não respondeu ao tratamento. Orelha foi a óbito em decorrência da gravidade das lesões. O documento registra que as tentativas de reversão do quadro não surtiram efeito.

Incompatibilidade com atropelamento

O laudo médico não descreve lesões comumente associadas a atropelamentos, como politraumatismos distribuídos pelo corpo ou fraturas múltiplas em membros. Ao contrário, as lesões estão concentradas na cabeça e no rosto.

Dessa forma, o conteúdo do documento contraria a versão apresentada pela defesa do adolescente, que sustentava a hipótese de acidente de trânsito. A descrição técnica reforça a incompatibilidade entre os achados clínicos e a alegação de atropelamento.

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Foto: Divulgação

Por fim, o laudo passa a integrar o conjunto de provas do Caso Orelha. A investigação segue em andamento e está sob responsabilidade das autoridades competentes, que apuram as circunstâncias da morte do cão comunitário.

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