“Se Trump conhecesse a sanguinidade de lampião, não faria provocação”, diz Lula
Em tom de brincadeira, petista falou sobre futuro encontro com Trump e diz querer mostrar a relevância do multilateralismo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou sobre o seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deve acontecer em março. O mandatário afirmou que, se o republicano conhecesse a “sanguinidade de lampião em um presidente”, o norte-americano não provocaria o Brasil. De acordo com o petista, a discussão do Brasil gira em torno da “construção da narrativa”.
O chefe do Executivo disse que o governo brasileiro quer mostrar para o mundo a relevância do multilateralismo e acrescentou que não interessa ao Brasil o unilateralismo e a teoria de que “o mais forte pode tudo contra o mais fraco”.

Fala polêmica
“Quando eu viajar [para os Estados Unidos], eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso. Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de lampião em um presidente, ele não ficaria provocando a gente”, disse o petista.
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A declaração ocorreu durante evento no Instituto Butantan, em São Paulo, nesta segunda-feira (9). A fala de Lula em relação a Trump se dá em tom de brincadeira depois de os dois presidentes se encontrarem e terem tido uma “química” durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em 2025.

Críticas de Trump
Politicamente alinhado com Jair Bolsonaro (PL), Trump antes tecia críticas à forma com que o governo brasileiro tratava o ex-mandatário. À época, Bolsonaro era julgado por participar de um plano de golpe de Estado e a Casa Branca anunciou uma tarifa adicional de 40% contra os produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos, o chamado tarifaço.
Em evento na sexta (6), Lula disse que, agora, possui uma boa relação com Trump e que o presidente norte-americano reconhece isso. (Especial para O HOJE)