MDB de Daniel foca em cota feminina, inclusive para o Congresso
Fontes próximas à sigla falam em chapa cheia composta por nomes femininos competitivos para vagas de deputado estadual e federal
É inegável que os partidos da base do Governo de Goiás estão em um momento favorável devido aos altos índices de aprovação da gestão de Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela (MDB), além da remessa de prefeitos e outros aliados que antes pertenciam a outras siglas, inclusive de oposição, como o Partido Liberal (PL) e, atualmente, integram a base.
Fontes próximas a Caiado e Daniel avaliam que o êxito governamental do chefe do Executivo goiano chega a ser considerado algo atípico por já ter atingido um nível de aprovação considerável no primeiro mandato, o que despertaria um certo receio de declínio dos bons índices na segunda gestão. Porém, o que se vê é o crescimento de pessoas que aprovam a atual administração.

Para analistas, as movimentações políticas que impulsionaram o ingresso de grandes quantidades de prefeitos e outros membros na base do governo é resultado da avaliação positiva da gestão de Caiado e Daniel, que, consequentemente, motivou a entrada de novos integrantes em partidos como o MDB e UB.
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Dessa forma, aliados dizem acreditar que, com a ampliação de apoiadores, mais vasta é a disponibilidade de nomes aptos a compor a nominata dos partidos em questão, tanto para concorrer às eleições estaduais, quanto para a Câmara dos Deputados.
A avaliação é que esse processo seja mais fácil de ser cumprido por partidos da base do que pelos de oposição, como o PL, presidido pelo senador Wilder Morais, e o Partido dos Trabalhadores, liderado em Goiás pela deputada federal Adriana Accorsi.
Obstáculos para Caiado e Daniel
Em relação aos desafios, interlocutores dizem acreditar que um dos principais obstáculos para Caiado é construir boas chapas, não só da federação União Progressista (UB-PP), mas também no novo partido do governador, o PSD.

Além disso, algo que é visto como difícil, não só para partidos da base, é a escolha de representantes femininas competitivas para disputar vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Aliados do governo afirmam que um dos principais desafios para Daniel, que é presidente estadual do MDB, é o ganho de apoio por parte de determinadas alas do PL e o preenchimento da cota de gênero para o lançamento de candidaturas.
Nas eleições proporcionais para vereador, deputado estadual e deputado federal, a legislação eleitoral (art. 10, § 3º, da Lei das Eleições) determina que pelo menos 30% das candidaturas efetivamente lançadas por um partido político sejam destinadas ao gênero oposto ao da maioria.
Preparação do MDB
Nesse sentido, aliados do governo informaram ao O HOJE que o MDB goiano tem se organizado para a montagem de chapa cheia no que diz respeito à porcentagem mínima de mulheres.
De acordo com interlocutores, o quantitativo de candidaturas femininas para concorrer como deputadas estaduais corresponde a 16 nomes. Já para a Câmara dos Deputados, o partido de Daniel deve lançar seis candidaturas femininas, o que pode incluir o nome da deputada federal Marussa Boldrin (MDB), que deve tentar a reeleição, mas ainda não há certeza se a parlamentar ficará no partido ou será candidata por outra sigla.

Expectativa
Fontes próximas ao partido defendem a escolha de nomes que possam complementar a legenda de forma satisfatória e que, apesar de não conseguirem ser eleitos, podem acumular o chamado “capital eleitoral” para concorrer em 2028 às eleições municipais.
Assim, tal etapa de definição de possíveis nomes, sobretudo de mulheres, para compor a nominata para deputado estadual e federal é visto como um momento de maior popularização das alternativas a serem escolhidas e de incremento das bases, além da apresentação de possíveis candidatos que nunca tiveram experiência no meio político e que gostariam de ocupar esse espaço. (Especial para O HOJE)