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sábado, 14 de fevereiro de 2026
PENITÊNCIA

Papa Leão XIV pede jejum de palavras ofensivas na Quaresma

Pontífice afirma que o período deve incluir abstinência na linguagem, com renúncia a ofensas

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 14 de fevereiro de 2026
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Foto: Vatican News

Em mensagem para a Quaresma, o Papa Leão XIV orientou os fiéis a ampliarem o sentido tradicional do jejum praticado no período que antecede a Páscoa. Para o pontífice, a prática não deve se limitar à abstinência de alimentos, mas alcançar também a forma como as pessoas se expressam no cotidiano.

A Quaresma corresponde aos 40 dias entre a Quarta-Feira de Cinzas e a Páscoa, considerada a principal celebração do calendário litúrgico católico por marcar a ressurreição de Jesus Cristo. Na tradição cristã, é um tempo dedicado à reflexão, à oração e à penitência.

Papa pede para os fieis não magoem o próximo

No texto, o Papa afirmou que o jejum deve incluir “uma forma de abstinência muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, referindo-se à renúncia de palavras que atingem e ferem o próximo. “Esforcemo-nos por aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza: na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social, nas comunidades cristãs”, escreveu.

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Foto: Divulgação/ @Vatican Media

Ao tratar do período entre o Carnaval e a Semana Santa, o papa americano reforçou a necessidade de evitar discursos que “ferem e magoam o nosso próximo”. “Comecemos por desarmar a nossa linguagem, renunciando a palavras duras, aos julgamentos precipitados, à difamação de quem está ausente e não pode se defender e às calúnias”, declarou.

Segundo ele, o compromisso interior de afastar-se do pecado deve se refletir em atitudes concretas. “Então muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz”, acrescentou Robert Prevost.

O tema escolhido para a mensagem deste ano é “ouvir e jejuar”. Para o Papa, além do controle da linguagem, o jejum deve contemplar outras formas de privação que conduzam a um estilo de vida mais sóbrio. “Como sinal visível do nosso compromisso interior de nos afastarmos do pecado e do mal, o jejum deve também incluir outras formas de privação destinadas a permitir-nos adquirir um estilo de vida mais sóbrio, uma vez que só a austeridade torna a vida cristã forte e autêntica”, afirmou.

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