Rui Costa defende livre atuação da PF e do MP em relação ao Banco Master
Ministro do governo Lula foi questionado sobre afastamento de Dias Toffoli de relatoria da investigação do banco de Daniel Vorcaro
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, defendeu que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) tenham “liberdade” no caso do Banco Master. Costa foi questionado por jornalistas, em Salvador (BA), sobre o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria dos processos que envolvem o Master.

Toffoli deixou o caso a pedido, após ser submetido a uma pressão crescente em meio à revelação de negócios que teria feito com um fundo ligado ao banco e após a PF ter encaminhado ao Supremo um relatório em que indicava a suspeição do ministro.
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Discurso de Rui Costa
“Não gosto de fazer pré-julgamento de ninguém, acho que é leviano. A Polícia Federal tem liberdade, o Ministério Público tem liberdade para avaliar e, quando as provas aparecerem, as pessoas vão ter o direito constitucional e legal de se defenderem e vamos saber o que é verdade, o que é falácia, o que é especulação”, disse Rui Costa.

O ministro da Casa Civil também defendeu sua decisão de privatizar a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da rede de supermercados Cesta do Povo, arrematada em 2018 por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no agora liquidado Banco Master.
Lima deixou o Master em 2023 e levou consigo um dos ativos incluídos no leilão promovido pela gestão de Rui Costa, o Credcesta, cartão de crédito consignado para servidores e aposentados. (Especial para O HOJE)