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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
“Gayer traidor”

“O fogo amigo chegou a um nível que não dá mais”, diz Gustavo Gayer após disputa interna no PL em Goiás

Deputado questiona versão sobre apoio de Bolsonaro a Wilder Morais e afirma que seguiu orientação para evitar conflitos com Caiado

Micael Mourapor Micael Moura em 16 de fevereiro de 2026
Gayer
Foto: Reprodução/Insstagram

O deputado federal Gustavo Gayer reagiu ao que chamou de “fogo amigo” dentro do Partido Liberal (PL) em vídeo divulgado nesta segunda-feira (16) no Instagram. A manifestação ocorre após o senador Wilder Morais visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha e afirmar ter recebido aval para disputar o governo de Goiás.

Gayer insinuou que a informação não corresponderia ao que vinha sendo tratado anteriormente, mas o deputado Eduardo Bolsonaro confirmou o apoio do pai a Wilder. As versões divergentes provocaram críticas nas redes sociais, inclusive com acusações de “Gayer traidor”, segundo o próprio parlamentar.

Na publicação, Gayer afirmou que “o fogo amigo chegou a um nível que não dá mais” e disse que sempre seguiu orientações de Bolsonaro para evitar conflitos com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil). Segundo ele, o ex-presidente teria pedido que tentasse convencer Wilder a não disputar o governo estadual.

Disputa por espaço na chapa

Gayer
Foto: Jota Eurípedes e Guilherme Honorato

Gayer articulava uma das vagas ao Senado na chapa do vice-governador Daniel Vilela (MDB), quando Wilder anunciou que o PL teria candidatura própria ao governo de Goiás.

“Bolsonaro acreditava que ele seria o candidato e que seria importante a direita se juntar contra o Lula. À época, ainda tentei convencê-lo do contrário, por causa do Daniel, que tem uma história no MDB. Disse que o Wilder ia crescer e defendê-lo. Após quase um ano, recebemos as pesquisas mostrando o Wilder em quarto lugar, e nós insistindo que ele desse entrevistas e começasse a andar pelo Estado. E nós percebemos que houve uma polarização entre Daniel e Marconi”, declarou.

O deputado também afirmou que Bolsonaro pediu que não houvesse brigas internas em Goiás, pensando na união no segundo turno e na eleição de maioria no Senado. “Tenho apanhado e, em respeito a ele, fico em silêncio, mas agora o fogo amigo chegou a um ponto que não dá mais”, disse.

Segundo Gayer, ele recebe semanalmente recados do ex-presidente reforçando a necessidade de evitar embates com Caiado. “Estou fazendo um pedido do Bolsonaro. Caso a orientação dele mude, não me importo em mudar também”, afirmou.

Repercussão

Nos comentários da publicação, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) demonstrou apoio ao colega. “Você não pode e não será descartado nessas eleições. O seu papel é fundamental para a direita em Goiás e no Brasil. Acredito na sua palavra e faremos de tudo para resolver essa triste situação”, escreveu.

Até o momento, Wilder Morais não se manifestou sobre as declarações de Gayer.

 

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