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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Colheita

Goiás consolida novo patamar e se aproxima da 2ª maior safra de grãos da história

Estimativa de 35,8 milhões de toneladas confirma força da soja e avanço de culturas como sorgo e girassol na safra 2025/26

Letícia Leitepor Letícia Leite em 19 de fevereiro de 2026
4 abre Safra de graos em Goias Foto Lucas Eugenio Seapa
Governo aponta consolidação do setor e perspectiva de margens positivas no campo. Foto: Lucas Eugênio/Seapa

Goiás deve alcançar a segunda maior safra de grãos de sua série histórica em 2025/26. A estimativa é de 35,8 milhões de toneladas, conforme o 5º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área plantada soma 7,8 milhões de hectares, com produtividade média projetada em 4,6 toneladas por hectare.

Após o recorde registrado em 2024/25, o Estado mantém patamar elevado de produção. Para o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, o momento representa consolidação. “Após o recorde de 2024/25, o que observamos agora é a consolidação de um patamar elevado de produção. A principal novidade desta safra é a ampliação de área em culturas estratégicas, especialmente a soja”, afirma.

Segundo ele, o perfil produtivo continua estruturado em grãos, com integração entre agricultura e pecuária e uso intensivo de tecnologia. “O uso de tecnologia permanece como base desse desempenho, com plantio direto, manejo mais eficiente de solo, sementes adaptadas e maior precisão na gestão das lavouras. O produtor goiano tem ajustado sua estratégia de plantio de acordo com mercado e clima, preservando competitividade e estabilidade produtiva”, destaca.

A soja mantém protagonismo. A oleaginosa ocupa 5,1 milhões de hectares, crescimento de 4% em relação à safra anterior, com previsão de 19,8 milhões de toneladas. “A soja continua sendo uma das principais forças da produção goiana. A previsão confirma a oleaginosa como eixo central das cadeias de exportação, do processamento industrial e também da alimentação animal”, pontua o secretário.

Além da soja outras culturas participam da estratégia agrícola da safra

Mesmo com a liderança da soja, outras culturas ampliam participação na estratégia agrícola. O milho segue fundamental na integração com a pecuária e na indústria de etanol. Já o sorgo e o girassol reforçam a diversificação, sobretudo em regiões com menor regime hídrico.

O sorgo deve atingir 438,1 mil hectares, com produção estimada em 1,6 milhão de toneladas, alta de 7,3% frente ao ciclo anterior. Goiás lidera a produção nacional desde 2018. “O sorgo mantém relevância estratégica no sistema produtivo goiano. O grão contribui para a regularidade de oferta às cadeias de aves, suínos e bovinos, além de complementar o milho na formulação de rações, ampliando a segurança produtiva do Estado”, afirma.

No caso do girassol, a estimativa supera 72 mil toneladas, mantendo a liderança nacional, ocupada desde 2020. “A cultura fortalece a cadeia de óleos vegetais e atende ao mercado alimentício e à indústria de biocombustíveis, sendo uma das estratégias de agregação de valor no campo mais fortes para os agricultores”, diz Rezende.

O secretário ressalta que a diversificação reduz riscos e melhora o aproveitamento das áreas. “A diversificação com sorgo e girassol amplia a eficiência do uso da terra, favorece o escalonamento de plantio e colheita e reduz riscos climáticos e de mercado”, afirma. Ele cita o apoio do Estado por meio de políticas como o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural), com crédito em condições diferenciadas e assistência técnica.

Apesar do volume expressivo e da perspectiva histórica, a rentabilidade depende de gestão e mercado. “Goiás conta com cadeias consolidadas, processos agroindustriais estruturados e mercado organizado, o que contribui para a absorção da produção. A tendência é de manutenção de margens positivas para parte dos produtores, especialmente aqueles com maior eficiência produtiva e planejamento de comercialização”, avalia.

Rezende acrescenta que o acompanhamento do cenário é permanente. “Competitividade e gestão são determinantes para sustentar a rentabilidade no campo.” Se confirmada, a safra 2025/26 reforça o protagonismo goiano na produção nacional e consolida a capacidade do Estado de manter desempenho elevado mesmo após um ciclo recorde.

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