Lula se reúne com Macron na Índia e discutem cooperação em defesa
Encontro em Nova Délhi teve convite ao G7 e tratou de comércio, defesa e cooperação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda bilateral nesta quinta-feira (19), em Nova Délhi, paralelamente à cúpula sobre inteligência artificial. Na capital indiana, reuniu-se com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković.
Durante a conversa com Macron, o líder francês convidou o Brasil a participar da reunião do G7, programada para 15 e 16 de junho, em Évian, nos Alpes franceses. O bloco reúne Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá, além da União Europeia.
Segundo o Palácio do Planalto, os dois chefes de Estado abordaram temas da agenda bilateral, com destaque para cooperação em defesa, ciência e tecnologia e ampliação das trocas comerciais. Também discutiram ações conjuntas na fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa, com foco na integração regional e no enfrentamento ao narcotráfico, ao garimpo ilegal e a outras modalidades de crime transnacional.

Ricardo Stuckert/PR)
Embora tenha sido o primeiro encontro entre Lula e Macron após a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, o tratado não integrou a pauta da reunião. O presidente francês mantém posição contrária ao acordo.
Em publicação nas redes sociais, Macron afirmou: “Feliz em reencontrar um grande amigo em Nova Délhi, o presidente Lula. Estamos unindo forças por uma inteligência artificial responsável e por redes sociais que não coloquem nossas crianças em risco”.
Lula se encontra com premiê da Croácia
Ainda na quinta-feira, Lula encontrou-se com Plenković. A reunião concentrou-se no fortalecimento das relações econômicas e na coordenação em fóruns multilaterais. Ambos defenderam a entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia e avaliaram que o instrumento assume relevância diante do aumento de medidas protecionistas no comércio internacional.

No diálogo sobre o cenário global, Lula demonstrou preocupação com a elevação de gastos militares em diferentes regiões e reiterou a defesa do sistema multilateral como mecanismo para enfrentar tensões e promover estabilidade.
Leia mais: Ex-príncipe Andrew, irmão do Rei Charles, é preso no Reino Unido sob suspeita ligada ao caso Epstein