sexta-feira, 16 de outubro de 2026
neste sábado

Bloco em Goiânia reforça inclusão de PCDs no Carnaval

Evento do Coletivo PCD GYN realiza segunda edição com foco em acessibilidade e integra mobilização para a 1ª Parada PCD da capital

Luana Avelarpor em
Bloco em Goiânia reforça inclusão de PCDs no Carnaval
Foto: divulgação

Neste sábado (21), após o feriado de Carnaval, Goiânia recebe a segunda edição do Bloco Ninguém de Fora, iniciativa do Coletivo PCD GYN que associa celebração e reivindicação de direitos. O encontro acontece das 14h às 18h, na sede da APC+ Brasil, na Rua 101-A, nº 4, no Setor Sul, em viela em frente à creche do Tribunal de Justiça.

Após a estreia em 2025, o bloco retorna com uma formulação explícita: ocupar o Carnaval como espaço de visibilidade e de exercício de cidadania por pessoas com deficiência. Em um país que consagra a festa como patrimônio cultural, o coletivo sustenta que o direito à cultura implica também o direito ao acesso, à permanência e à segurança.

“O Carnaval é de todos e todas. E ninguém pode ficar de fora dessa celebração”, afirmam os organizadores. A frase sintetiza o princípio que orienta a iniciativa: reconhecer pessoas com deficiência como sujeitos de direitos culturais, capazes de participar da vida pública em igualdade de condições.

Bloco
Foto: divulgação

A programação prevê concurso de fantasia, apresentações musicais e participação do Batuque Feminista, distribuídos ao longo de quatro horas. A entrada é gratuita e aberta à comunidade, reunindo pessoas com deficiência, familiares, amigos e apoiadores da causa PCD.

A realização do bloco dialoga com um contexto mais amplo. A violência contra a pessoa com deficiência pode ocorrer por meio de atos ou omissões que resultem em danos físicos, psicológicos, morais ou sociais. No Carnaval, situações como aglomerações, consumo de álcool e ausência de acessibilidade adequada podem implicar riscos e vulnerabilidades.

Entre os episódios recorrentes estão desrespeito e discriminação, com piadas, ofensas ou tratamento vexatório; agressões físicas e empurrões em meio às multidões; abandono ou negligência por parte de acompanhantes; impedimento de acesso a espaços públicos por falta de estrutura apropriada; além de situações de aproveitamento e abuso, inclusive financeiro ou sexual.

A proteção e o respeito às pessoas com deficiência são assegurados pela Constituição Federal e pela Lei Brasileira de Inclusão, a Lei nº 13.146, de 2015, que estabelece o direito à acessibilidade e à participação social plena. Ao promover um espaço estruturado para acolher diferentes públicos, o Bloco Ninguém de Fora insere a pauta da proteção no centro do debate carnavalesco.

Bloco
Foto: divulgação

Rumo à 1ª Parada PCD de Goiânia

O evento também integra a mobilização rumo à 1ª Parada PCD de Goiânia, iniciativa inédita que busca consolidar um espaço permanente de celebração e afirmação de direitos. Ao conjugar festa e posicionamento público, o bloco reafirma que a inclusão não é concessão, mas obrigação legal e compromisso coletivo.

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