Países reagem à queda das tarifas globais impostas por Trump
A decisão da Suprema Corte dos EUA provoca manifestações de governos e autoridades
A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as tarifas de importação impostas pelo presidente americano, Donald Trump, provocou reações imediatas de governos e autoridades. O entendimento divulgado nesta sexta-feira (20) repercutiu entre aliados e parceiros comerciais dos EUA.
Entre os aliados, o Canadá,considerado o país do G7 mais afetado pelas tarifas, celebrou o resultado do julgamento. O ministro Dominic LeBlanc, responsável pelas relações comerciais com Washington, afirmou em suas redes sociais que “a decisão da Suprema Corte dos EUA fortalece a posição do Canadá de que as tarifas americanas são injustificadas”.

Em Londres, a reação foi mais cautelosa. Um porta-voz do governo britânico declarou que o Reino Unido seguirá em diálogo com a Casa Branca para avaliar como a decisão poderá repercutir sobre as tarifas aplicadas ao país e a outros parceiros comerciais. “Essa é uma questão que cabe aos EUA determinar, mas continuaremos apoiando as empresas britânicas à medida que mais detalhes forem anunciados”, afirmou, segundo a CNBC.
A Suíça também informou que acompanhará os efeitos do julgamento. Em nota, o governo declarou que o Conselho Federal, órgão máximo do país, examinará os desdobramentos e os impactos específicos da decisão norte-americana.

Trump diz que barrar as tarifas é uma “vergonha”
No cenário interno dos EUA, a decisão foi comentada pelo governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, apontado como possível candidato à Presidência em 2028. Ele criticou as tarifas e cobrou a devolução dos valores arrecadados. “Chegou a hora de pagar a conta, Donald”, escreveu.
“Essas tarifas não passaram de uma extorsão ilegal que aumentou os preços e prejudicou as famílias trabalhadoras, para que você pudesse destruir alianças de longa data e extorqui-las”, acrescentou o democrata.
Trump, por sua vez, classificou o entendimento da Corte como “uma vergonha” e afirmou já dispor de “um plano B” para manter as taxas sobre produtos importados. As declarações teriam sido feitas após o anúncio da decisão, durante reunião com governadores estaduais, segundo o G1.