Wilder Morais anuncia filha de Iris Rezende como candidata a vice-governadora pelo PL em Goiás
Em reunião do Partido Liberal nesta sexta-feira (20), Ana Paula Rezende se filiou à sigla e foi lançada na chapa ao lado do senador
A empresária e advogada Ana Paula Rezende anunciou nesta sexta-feira (20), em Goiânia, a saída do MDB e a filiação ao Partido Liberal (PL). No mesmo evento, ela confirmou que vai disputar o cargo de vice-governadora na chapa encabeçada pelo senador Wilder Morais, pré-candidato ao governo de Goiás.
Filha dos ex-governadores Iris Rezende e Iris de Araújo Machado, Ana Paula construiu sua trajetória política no MDB, partido que marcou a história da família no estado. A mudança foi oficializada durante evento realizado no diretório estadual do PL, na capital.
O senador Wilder Morais lançou sua pré-candidatura ao governo na mesma solenidade e apresentou Ana Paula como pré-candidata a vice-governadora. A ficha de filiação foi assinada com a presença do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
A decisão ocorre em meio às articulações partidárias para as eleições estaduais deste ano. Segundo informações divulgadas durante o evento, Ana Paula estava insatisfeita com a falta de espaço para uma eventual candidatura ao Senado dentro da chapa governista.
Herdeiros políticos em chapas diferentes
Com a filiação de Ana Paula ao PL e sua entrada na pré-campanha ao lado de Wilder Morais, o cenário eleitoral passa a contar com representantes de duas famílias tradicionais da política goiana em campos distintos.
De um lado, Ana Paula Rezende integra a chapa do PL como pré-candidata a vice-governadora. De outro, Daniel Vilela, filho de Maguito Vilela, lidera a pré-candidatura do MDB ao governo estadual.
As duas famílias tiveram atuação conjunta durante décadas no antigo PMDB, partido que marcou a trajetória política de Iris Rezende e Maguito Vilela. Agora, os “herdeiros políticos” aparecem em projetos diferentes para a disputa pelo Palácio das Esmeraldas.
Leia também: Caiado e Daniel reorganizam base após aval de Bolsonaro para Wilder