Carnaval impulsiona términos e novos relacionamentos
Pesquisa aponta que 21% já terminaram para curtir a folia; 74% iniciaram romance no período
O Carnaval não altera apenas o trânsito das cidades e a programação cultural do país. Dados de pesquisas recentes indicam que o período também impacta diretamente os vínculos afetivos. Levantamento realizado pela plataforma Sexlog aponta que 21% dos brasileiros já terminaram um relacionamento para aproveitar o Carnaval sem compromisso. Entre os cariocas, o índice chega a 23%, enquanto entre mineiros alcança 22%.
O dado revela que o clima de liberdade associado ao Carnaval favorece decisões impulsivas ou planejadas com antecedência. Festas, viagens e a quebra da rotina levam parte dos entrevistados a reavaliar relações, seja por incompatibilidade de expectativas, desejo de novas experiências ou simples vontade de viver a folia sem restrições.
Carnaval entre rompimentos e novas conexões
Se, para alguns, o Carnaval representa ponto final, para outros marca um começo. A mesma pesquisa indica que 74% dos entrevistados iniciaram um relacionamento nessa época e afirmam não se arrepender. O ambiente festivo, marcado por encontros intensos e exposição social ampliada, favorece aproximações rápidas.
Plataformas de relacionamento também registram aumento de movimento no período. O MeuPatrocínio, site voltado a relacionamentos do modelo sugar, informa crescimento de cadastros durante o Carnaval, sobretudo de estrangeiros em passagem pelo Brasil. Segundo dados divulgados pela empresa, cerca de 23% dos sugar daddies cadastrados são de fora do país.
De acordo com Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo da plataforma, o modelo sugar atrai usuários interessados em acordos transparentes e experiências estruturadas. “Eles veem esses momentos como uma oportunidade de vivenciar experiências exclusivas ao lado de suas parceiras, as Sugar Babies”, afirma.
A dinâmica desses relacionamentos, segundo o especialista, prioriza definição clara de expectativas e compartilhamento de experiências, o que se encaixa na atmosfera de intensidade que marca o Carnaval. Para parte dos usuários, o período deixa de ser ameaça aos vínculos e passa a ser interpretado como ocasião para consolidar conexões ou iniciar novas histórias.
Em meio à folia, o que se observa é a coexistência de dois movimentos: o rompimento motivado pela busca de autonomia e a formação de laços impulsionada pelo ambiente festivo. O Carnaval, assim, transforma-se em cenário de reconfiguração afetiva, onde liberdade e vínculo disputam espaço na mesma avenida.
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