Retirada de mogno histórico no Centro de Goiânia é adiada por impasse entre Comurg e Equatorial
Árvore de quase 70 anos, plantada por estudantes da UFG e localizada em frente à Casa da Memória da Justiça Federal, teve corte autorizado após laudo técnico apontar risco de queda, mas operação ainda não tem nova data definida
A retirada do mogno de quase 70 anos que fica em frente à Casa da Memória da Justiça Federal em Goiás, na Rua 20, no Setor Central de Goiânia, ainda não começou. A operação, que estava prevista para ter início no último sábado (21), foi adiada e segue sem nova data confirmada.
Segundo apurou o Jornal Opção, o início dos trabalhos esbarra em um impasse entre a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e a Equatorial Goiás. A discussão envolve o desligamento da rede elétrica na região, medida considerada necessária para garantir a segurança durante a poda e a retirada da árvore.
Até o momento, não há previsão oficial para o início da remoção, já que o procedimento depende do planejamento e da atuação conjunta entre as duas empresas.
Histórico da árvore
O mogno foi plantado em 1958 por estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG), quando a instituição funcionava no antigo Casarão do Centro, prédio que abrigava a antiga Reitoria da universidade e que atualmente pertence à Justiça Federal.
Cerca de três décadas depois, o exemplar foi declarado imune ao corte pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), órgão que posteriormente foi incorporado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Em fevereiro deste ano, especialistas da UFG realizaram uma perícia técnica e emitiram laudo apontando risco de queda da árvore, com recomendação expressa para a retirada. Com base na nota técnica, o Ibama publicou ato administrativo revogando a proteção que impedia o corte.
A remoção chegou a ser programada para os dias 21 e 22 de fevereiro; 28 de fevereiro; e 1º, 7 e 8 de março. No entanto, os trabalhos ainda não começaram devido ao debate sobre a necessidade e a viabilidade do desligamento da energia elétrica no entorno durante a operação.
Enquanto o impasse não é resolvido, o mogno histórico permanece no local, à espera de uma definição sobre os próximos passos.