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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
impasse

Retirada de mogno histórico no Centro de Goiânia é adiada por impasse entre Comurg e Equatorial

Árvore de quase 70 anos, plantada por estudantes da UFG e localizada em frente à Casa da Memória da Justiça Federal, teve corte autorizado após laudo técnico apontar risco de queda, mas operação ainda não tem nova data definida

Micael Mourapor Micael Moura em 24 de fevereiro de 2026
mogno
Foto: Google Maps

A retirada do mogno de quase 70 anos que fica em frente à Casa da Memória da Justiça Federal em Goiás, na Rua 20, no Setor Central de Goiânia, ainda não começou. A operação, que estava prevista para ter início no último sábado (21), foi adiada e segue sem nova data confirmada.

Segundo apurou o Jornal Opção, o início dos trabalhos esbarra em um impasse entre a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e a Equatorial Goiás. A discussão envolve o desligamento da rede elétrica na região, medida considerada necessária para garantir a segurança durante a poda e a retirada da árvore.

Até o momento, não há previsão oficial para o início da remoção, já que o procedimento depende do planejamento e da atuação conjunta entre as duas empresas.

Histórico da árvore

O mogno foi plantado em 1958 por estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG), quando a instituição funcionava no antigo Casarão do Centro, prédio que abrigava a antiga Reitoria da universidade e que atualmente pertence à Justiça Federal.

Cerca de três décadas depois, o exemplar foi declarado imune ao corte pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), órgão que posteriormente foi incorporado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Em fevereiro deste ano, especialistas da UFG realizaram uma perícia técnica e emitiram laudo apontando risco de queda da árvore, com recomendação expressa para a retirada. Com base na nota técnica, o Ibama publicou ato administrativo revogando a proteção que impedia o corte.

A remoção chegou a ser programada para os dias 21 e 22 de fevereiro; 28 de fevereiro; e 1º, 7 e 8 de março. No entanto, os trabalhos ainda não começaram devido ao debate sobre a necessidade e a viabilidade do desligamento da energia elétrica no entorno durante a operação.

Enquanto o impasse não é resolvido, o mogno histórico permanece no local, à espera de uma definição sobre os próximos passos.

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