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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Decisão unânime

CNJ aposenta desembargador do TJGO por assédio sexual

Decisão unânime transforma aposentadoria voluntária em compulsória após denúncia de importunação

Luana Avelarpor Luana Avelar em 25 de fevereiro de 2026
CNJ
Foto: Reprodução/TJ-GO

O Conselho Nacional de Justiça decidiu, por unanimidade, aplicar aposentadoria compulsória ao desembargador Orloff Neves Rocha, integrante do Tribunal de Justiça de Goiás, após reconhecer a prática de assédio sexual contra uma colaboradora terceirizada que atuava na área de tecnologia da informação do órgão.

O episódio ocorreu em abril de 2021, quando o magistrado solicitou atendimento técnico para a formatação de um computador em seu gabinete. A demanda foi executada por uma funcionária de 22 anos. De acordo com informações oficiais, durante o atendimento ele teria sugerido um encontro fora do tribunal e tentado beijá-la.

“Entre os atos de assédio, ele propôs um encontro fora do tribunal e tentou beijá-la. A colaboradora voltou ao seu setor e relatou o fato a seus superiores, que ofereceram apoio e acolhimento à vítima. Ela registrou uma denúncia na delegacia, sob o crime de importunação sexual, que prevê pena de um a cinco anos de detenção”, informou a Corte.

CNJ ressalta confiança na palavra da vítima

Relator do processo administrativo disciplinar, o conselheiro João Paulo Schoucair destacou a relevância de se conferir credibilidade ao relato apresentado, “mesmo a situação apesar de o fato ter ocorrido em ambiente reservado”.

O fato ocorreu dois dias antes de o desembargador formalizar aposentadoria voluntária, após 36 anos de carreira na Justiça goiana. Com a decisão desta terça-feira (24/2), o benefício passa a ser classificado como aposentadoria compulsória.

“A decisão será encaminhada ao Ministério Público de Goiás e à Procuradoria do estado para que promovam ação cabível e, se for procedente, que o desembargador perca a aposentadoria”, declarou o tribunal.

Durante a sessão, a conselheira Jaceguara Dantas afirmou: “Estamos em 2026 e ainda vemos situações como essa”. Já o conselheiro Fábio Esteves informou que as comissões de prevenção e enfrentamento ao assédio no Judiciário serão revitalizadas e que os canais de denúncia serão consolidados.

Até o fechamento desta reportagem, não houve manifestação da defesa do desembargador.

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