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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
FIM DA TAXA AGRO

Fim da taxa do agro avança na Assembleia Legislativa de Goiás e disputa pelo dinheiro arrecadado ganha força

Enquanto o presidente da Casa, Bruno Peixoto, trata a extinção como decisão irreversível, a oposição questiona o destino do dinheiro já arrecadado e promete judicializar o caso

Luma Silveirapor Luma Silveira em 26 de fevereiro de 2026
Fim da taxa do agro avança, mas abre nova disputa sobre o destino do dinheiro
Taxa do agro sai da cobrança e vira campo de batalha político em Goiás | Foto: Luma Silveira

Anunciado há cerca de uma semana, o fim da taxa do agro deixou de ser apenas um gesto político e passou a produzir efeitos concretos no Legislativo goiano. O presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (União Brasil), acelerou a tramitação do projeto e defendeu a aprovação imediata do texto original, sem alterações, como forma de dar “segurança jurídica” aos produtores rurais.

Segundo Peixoto, a mudança central está no encerramento definitivo da cobrança, que incidia sobre a comercialização de produtos como soja, milho, arroz, feijão e gado. Com a extinção, o valor que antes era descontado permanece com o produtor, permitindo honrar compromissos, reinvestir na atividade e manter empregos no campo. “O produtor não pode esperar mais”, afirmou o parlamentar ao pedir celeridade aos colegas.

O ponto sensível: o dinheiro já arrecadado da Taxa do Agro

Se o fim da taxa é consenso político, o destino dos recursos arrecadados virou o novo foco de tensão. Bruno Peixoto sustenta que não há espaço para devolução, argumentando que os valores foram ou serão integralmente aplicados em obras de infraestrutura, principalmente pavimentação de estradas, para reduzir o custo do escoamento da produção. Para o comando da Casa, reabrir esse debate atrasaria a votação e prolongaria a insegurança.

Do outro lado, a oposição vê a situação como inconclusa. O deputado estadual Eduardo Prado (PL) afirma que a extinção da taxa, por si só, não resolve o problema central. Para ele, se a cobrança era irregular desde a origem, os valores remanescentes precisam ser devolvidos proporcionalmente a quem pagou. Prado também questiona contratos firmados com recursos do fundo e anunciou que levará o caso ao Ministério Público.

Mudança real, conflito aberto

Na prática, a mudança concreta é clara: a taxa do agro caminha para o fim e não deve mais ser cobrada em Goiás. Politicamente, porém, o encerramento da cobrança abriu um novo capítulo. A base governista aposta na aprovação rápida para virar a página, enquanto a oposição tenta deslocar o debate para a legalidade da arrecadação e para a prestação de contas dos recursos.

O embate ocorre na Assembleia Legislativa de Goiás e deve se intensificar nos próximos dias, especialmente com a promessa de judicialização. O fim da taxa já foi anunciado; agora, a disputa é sobre quem controla a narrativa — e o dinheiro — do que ficou para trás.

 

 

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