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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Segue sob investigação

Circunstâncias da morte de policial penal e advogada são investigadas em condomínio de Goiânia

Corpos estavam no quarto do casal; arma do policial penal foi localizada ao lado de uma das vítimas e perícia apura a dinâmica dos disparos

Letícia Leitepor Letícia Leite em 26 de fevereiro de 2026
10 abre Policial penal e esposa sao encontrados mortos dentro de casa em Goiania Foto Reproducao Redes sociais
Chamado partiu de vizinhos e familiares após falta de contato. Foto: Reprodução/Redes sociais

O policial penal Rogério Naves de Lima, de 49 anos, e a esposa dele, a advogada Sara Núbia Siqueira Guedes Torres, de 39, foram encontrados mortos dentro da residência onde moravam, no Residencial Porto Seguro, na Vila São João, em Goiânia, na tarde de quarta-feira, 25 de fevereiro. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Científica.

De acordo com o Registro de Atendimento Integrado (RAI), a Polícia Militar foi acionada às 16h25, após um médico que mora no mesmo condomínio constatar os óbitos e solicitar apoio pelo 190. Familiares estavam no local e relataram preocupação com a ausência de contato ao longo do dia. A mãe da advogada, Maria Aparecida Siqueira, informou aos policiais que tentou falar com a filha desde a tarde anterior e, ao perceber que o celular estava desligado, decidiu ir até a casa da filha no dia seguinte.

Ao entrar no imóvel, ela notou marcas de sangue na parte superior da residência e saiu em desespero para pedir ajuda. Um vizinho, médico psiquiatra, acessou o quarto e encontrou o casal sobre a cama. Segundo o relato policial, Sara estava com uma pistola PT-100 calibre .40 próxima à mão. Rogério apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo na região da cabeça. Cápsulas deflagradas foram localizadas no ambiente.

Vizinhos afirmaram ter ouvido barulhos semelhantes a disparos por volta das 3h da madrugada. Uma moradora chegou a acionar a Polícia Militar naquele horário após escutar ruídos, mas, na ocasião, nada de irregular foi constatado na área externa do condomínio. Imagens do sistema de portaria remota, conforme relato de testemunhas, não registraram movimentação suspeita entre 2h30 e 3h30.

A Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) assumiu o caso ainda na tarde de quarta-feira. A perícia técnica realizou os primeiros levantamentos no local. Conforme informações preliminares repassadas à equipe policial, houve ao menos dez disparos com a arma da corporação à qual o policial penal era vinculado. Parte dos tiros atingiu as vítimas e outros não alcançaram alvo. A pistola foi apreendida para exames.

Outra arma, uma PT-58 calibre .380, também foi encontrada no imóvel, mas não estava ao lado dos corpos. O material recolhido passará por análise. A Polícia Científica informou, em nota, nesta quinta-feira (26), que não repassou informações à imprensa além das oficiais e destacou que todos os vestígios seguem sob avaliação técnica. Os laudos serão encaminhados à autoridade policial responsável e integram investigação sigilosa.

Caso de policial penal e esposa indica possível homicídio seguido de suicídio

policial penal
Delegacia de Investigações de Homicídios conduz o caso, que ainda está em fase inicial. Foto: Reprodução/Redes sociais

Até o momento, a hipótese inicial considerada pela equipe que atendeu a ocorrência indica possível homicídio seguido de suicídio. A confirmação da dinâmica dos fatos depende da conclusão dos exames periciais, que devem apontar a trajetória dos projéteis, a ordem dos disparos e o horário aproximado das mortes.

Durante as diligências, pessoas próximas ao policial penal foram ouvidas e liberadas. A Polícia Civil também determinou a apreensão de um aparelho celular para auxiliar na apuração. Não houve registro de sinais de arrombamento ou indícios de participação de terceiros no interior da residência, conforme relatos colhidos no local.

Rogério Naves de Lima era natural de Itapaci e tinha quatro filhos de um relacionamento anterior. Um dos filhos esteve no Instituto Médico Legal (IML) para a liberação do corpo e afirmou ao jornal Anhanguera 1ª edição que desconhecia conflitos recentes entre o pai e a madrasta, e que o velório e  sepultamento de Rogério devem ocorrer em Itapaci. Informações sobre as cerimônias de despedida de Sara não foram divulgadas até o momento.

Nas redes sociais, a Polícia Penal de Goiás publicou nota de pesar pela morte do servidor. A corporação manifestou solidariedade a familiares e amigos e desejou conforto neste momento de luto. O caso permanece sob investigação da DIH, que aguarda os laudos da perícia para esclarecer as circunstâncias das mortes.

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