Datena e Marçal selam paz judicial após confronto em debate
Após meses de disputa judicial, José Luiz Datena (PSDB) e Pablo Marçal (PRTB) encerraram os processos por danos morais ligados ao confronto no debate da TV Cultura, em setembro de 2024, durante a corrida pela Prefeitura de São Paulo
Em decisão homologada no fim de fevereiro pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), na capital paulista, o apresentador José Luiz Datena (PSDB) e o influenciador Pablo Marçal (PRTB) formalizaram um acordo que encerra todas as ações judiciais relacionadas ao episódio da “cadeirada” durante debate da TV Cultura, em setembro de 2024, quando ambos disputavam a Prefeitura de São Paulo. O entendimento põe fim aos pedidos de indenização por danos morais apresentados após o confronto transmitido ao vivo.
O embate ocorreu no palco do debate eleitoral, em meio a provocações e acusações trocadas entre os então candidatos. Na ocasião, Datena arremessou uma cadeira contra Marçal, gesto que desencadeou uma série de processos na Justiça comum. O influenciador pleiteava R$ 100 mil por danos morais.
A homologação do acordo resultou no arquivamento definitivo das demandas. Os termos firmados permanecem sob sigilo, mas, em extrato anexado aos autos, as partes registram que o pacto não configura admissão de culpa, reconhecimento de ilegalidade ou assunção de responsabilidade. O documento caracteriza o ajuste como uma declaração recíproca de retratação e perdão.
O processo movido por Marçal chegou a ficar meses sem andamento por dificuldades na citação formal de Datena. Em outubro de 2024, contudo, as defesas avançaram nas tratativas e ampliaram o entendimento para abranger outras disputas judiciais entre ambos. Em ações paralelas, o apresentador acionava o influenciador por ofensas pessoais e insinuações consideradas difamatórias.
Além do desfecho no caso da agressão, Marçal enfrenta reveses na esfera eleitoral. O ex-candidato do PRTB foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral no episódio conhecido como “concurso de cortes”, no qual oferecia remuneração para a divulgação de vídeos de promoção pessoal. Ele recorre da decisão e de outras condenações para tentar reverter a proibição de disputar cargos públicos.
No mês anterior, outro processo envolvendo o influenciador, movido por Guilherme Boulos (PSOL) em razão da divulgação de um laudo falso às vésperas das eleições, foi suspenso por dois anos após acordo com o Ministério Público, ampliando o conjunto de frentes judiciais que marcaram a campanha municipal de 2024 em São Paulo.