Secretário de Defesa dos EUA diz que vai aniquilar quem ameaçar americanos após ataques contra o Irã
Secretário de Defesa Pete Hegseth detalha ofensiva com mais de mil alvos, Irã confirma morte de Ali Khamenei e decreta 40 dias de luto após ação coordenada com Israel
Nesta segunda-feira (2), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o presidente Donald Trump “lembrou ao mundo que ser norte-americano significa algo sólido” e que, “se você matar americanos ou ameaçar, vamos caçar sem perdão e vamos aniquilá-los”, ao se referir ao Irã.
A declaração foi dada na manhã de sábado (28/2), no Pentágono, em Arlington, após ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. Segundo Hegseth, “essa não é uma guerra de mudança de regime, mas o regime certamente mudou, e o mundo está melhor por isso”.
Ação dos EUA contra o Irã
Ele acrescentou que o governo iraniano teve oportunidades de buscar um acordo pacífico, mas estaria apenas ganhando tempo para reforçar seus estoques de mísseis e retomar ambições nucleares. “Seu objetivo? Ameaçar nossas forças. Mas o presidente Trump não joga esse tipo de jogo”, declarou.
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Dan Caine, também detalhou a operação em coletiva no Pentágono. De acordo com ele, a autorização presidencial foi concedida às 15h38 de sexta-feira (27/2), e a ofensiva começou cerca de nove horas depois, à 0h15. “Essa operação foi extremamente confidencial; na hora H, o inimigo veria apenas velocidade, surpresa e violência de ação”, afirmou.

Segundo Caine, tratou-se de “um ataque massivo, em todos os domínios, atingindo mais de mil alvos nas primeiras 24 horas”. Ele acrescentou que as operações seguem ativas e que a ação demonstra a capacidade dos EUA de projetar poder globalmente “com velocidade, surpresa, precisão e força, quando e onde a nação demandar”.
Ataques no Oriente Médio
No sábado (28), Estados Unidos e Israel realizaram novos ataques durante a madrugada, no horário de Brasília, pouco depois das 8h no horário local de Israel. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e confirmada por Trump. Segundo Katz, a ofensiva teve como objetivo “eliminar ameaças”.
Autoridades israelenses informaram que os alvos incluíam estruturas consideradas estratégicas para a segurança do país, embora detalhes operacionais não tenham sido totalmente divulgados. O governo norte-americano afirmou que a ação foi coordenada com Israel e teve como objetivo neutralizar riscos iminentes à estabilidade regional.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou que o país não está aberto a negociações com os Estados Unidos após os ataques. Em publicação na rede social X, afirmou: “Não negociaremos com os Estados Unidos”.
A mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo, Ali Khamenei, aos 86 anos, em decorrência dos ataques coordenados. O governo de Teerã decretou luto oficial de 40 dias.
De acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho do Irã, 555 pessoas morreram em razão dos ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, e outras 747 ficaram feridas.
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