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quarta-feira, 4 de março de 2026
FAO

Lula afirma que a ONU está “cedendo ao fatalismo”

Presidente afirma que a comunidade internacional prioriza investimentos em armamentos

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 4 de março de 2026
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Foto: Marcelo Camargo/ABr

A crise no Oriente Médio foi um dos focos do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quarta-feira (4), na 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Diante de representantes internacionais, ele criticou a condução dos conflitos e afirmou que a comunidade global tem priorizado gastos militares em detrimento do combate à fome.

Ao mencionar os ataques de Israel à Faixa de Gaza, o presidente questionou as propostas apresentadas após a ofensiva. “Compensou destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres que mataram, crianças, para agora aparecerem com pompa, criando um conselho para dizer, vamos reconstruir Gaza? Aí, aparece como se fosse um resort, para melhorar e passar a férias no lugar que estão os cadáveres das mulheres e das crianças que morreram”, declarou.

No discurso, Lula ampliou as críticas à ONU, segundo ele, a entidade está “cedendo ao fatalismo” e deixando de cumprir os princípios estabelecidos em sua carta de fundação, de 1945. O presidente questionou a ausência de uma conferência internacional voltada à negociação dos conflitos em curso e afirmou que a organização tem perdido credibilidade.

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

Lula critica gastos com armamento

Ele também cobrou os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e associou a expansão dos gastos bélicos ao agravamento da insegurança alimentar. De acordo com o presidente, cerca de US$ 2 trilhões foram destinados a guerras no último ano, enquanto 630 milhões de pessoas enfrentaram fome. “Não precisaria ter fome no mundo, se tivesse bom senso entre os governantes”, disse.

Lula ainda comentou a guerra entre Rússia e Ucrânia, e afirmou que o conflito se prolonga por quatro anos apesar de todos saberem o desfecho. “Putin vai ficar com o que já conquistou, Zelensky vai acabar se contentando com o que perdeu e vai haver um acordo. Se é isso, por que não fazem logo? Ou seja, a gente naturalizou esse tipo de coisa”, declarou.

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